Covid-19 em Portugal: 600 mil portugueses em confinamento na próx. semana, avançam especialistas

Os especialistas que costumam fazer as previsões de infeções para o governo adiantaram, esta quarta-feira, que no final da próxima semana deverão existir cerca de 600 mil portugueses em confinamento por terem testado positivo à Covid-19, ou então por terem mantido um contacto de risco.

“Nessa altura, deverão estar em isolamento três vezes mais pessoas do que estão agora, que são 200 mil”, disse Óscar Felgueiras, matemático e conselheiro técnico do Executivo de António Costa, em declarações à CNN.

Grande parte dos casos deverão estar relacionados com a variante Ómicron.

Covid-19 criou “avalanche” de cancelamentos no sector da hotelaria

A situação pandémica, aliada ao aumento de casos de infeção por covid-19, tem provocado “cancelamentos em catadupa” na hotelaria nas cidades, com Lisboa e Porto a registarem “baixíssimas taxas de ocupação”, adiantou a vice-presidente executiva da AHP.

Em declarações à Lusa, Cristina Siza Vieira, que ocupa a vice-presidência executiva da Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), disse que tem havido “cancelamentos nas cidades em catadupa”, sendo que “Lisboa e Porto contam com baixíssimas taxas de ocupação, foram cancelados primeiro os almoços corporativos, ceias e jantares, até porque realmente há muita gente já com covid-19. Com o temor da disseminação agora na passagem de ano, houve reservas que não se concretizaram e outras foram canceladas”, indicou.

“Na Madeira, temos boas notícias, fora dos centros urbanos há boas ocupações. Mas no Porto, Lisboa e Algarve foram cancelamentos em catadupa. Havia alguma tradição de se fazerem refeições [no Natal] em hotéis e festas das empresas. Foi tudo cancelado”, salientou.

“Isto foi um balde de água fria, não só as medidas, mas esta evolução da pandemia”, depois de “um verão em que já se conseguia ver um bocadinho de luz ao fundo do túnel”, lamentou.

“Até setembro já sabemos que melhoramos imenso em hóspedes e dormidas, estávamos com uma queda de 50% face a 2019 [antes da pandemia], mas não era aquela hecatombe de 2020, em que tínhamos estado quase com 80% menos”, destacou Cristina Siza Vieira.

“As expectativas eram boas”, referiu, destacando que se estimava que “com este ritmo de vacinação e com o que se estava a antever de reservas, não só o final do verão, mas também outubro novembro fossem razoáveis. A passagem de ano e as festas de Natal das famílias e empresas estavam a bom ritmo”, sublinhou, mas a evolução da pandemia veio complicar os planos do setor.

Tendo em conta as mais de 17 mil infeções reportadas na terça-feira, Cristina Siza Vieira admite que o cenário “ainda está muito volátil” e que “podem cair estas ocupações a pique”.

Além disso, a AHP estima que “um quarto da hotelaria continua encerrada”.

Acerca das medidas impostas para o setor, nomeadamente a obrigatoriedade de um teste, a vice presidente da AHP referiu que “o que se conseguiu foi aceitar no acesso aos empreendimentos turísticos até 02 de janeiro e no ‘réveillon’ um autoteste no local sob supervisão de um profissional do empreendimento turístico”, sendo que isso leva os hoteleiros “a acreditar que ainda poderá efetivamente encontrar-se aqui espaço para que as pessoas possam aceder ao ‘réveillon’ dos hotéis nestes dias”.

“As circunstâncias são melhores do que no ano passado, em que havia restrições de horário, as pessoas tinham de comer no quarto”, e por isso “ainda há alguma expectativa de que possamos ter alguma ocupação razoável neste período”, referiu.

“Alguns grupos [hoteleiros] dizem que têm uma média de ocupação nessa noite de 80%, ou seja, muito razoável. De facto, a expectativa é de que alguma coisa se possa remediar”, salientou, referindo, no entanto, que em outras cadeias, “no Algarve, por exemplo, a ocupação poderá ficar pelos 50%”.

“Quando falamos de uma distribuição estatística desta ocupação, vamos ter um final de ano com uma quebra muito significativa e, infelizmente, até pelo que se está a verificar na Europa, as nossas perspetivas para o primeiro trimestre de 2022 são baixíssimas ou inexistentes”, lamentou.

Segundo a responsável, quando se distribuírem “as quedas deste período por todo o ano” não se pode “falar em retoma”.

“Só podemos considerar que estamos no início da retoma quando estivermos a 50% das taxas de ocupação de 2019. Parece-nos que, de facto, 2021, não obstante os fogachos de verão no final do ano, ainda não foi o ano da retoma e temos um atraso para 2022”, afirmou.

Ainda assim, de acordo com a responsável, “isto prova que assim que se levantam as restrições e controla a pandemia as pessoas voltam a viajar ainda com mais força e a nossa expectativa é que o segundo semestre de 2022 já seja francamente bom, o que significa que temos de ter os apoios às empresas ativos para sobreviver a esta travessia no deserto”, rematou.

Bombeiros Famalicenses vão ter serviço de Teleassistência já no início de 2022

Os Bombeiros Voluntários Famalicenses anunciaram o lançamento de um serviço de teleassistência.

O “Guita Cuida” vai arrancar já no próximo mês de janeiro. Trata-se de um serviço de ajuda aos mais vulneráveis, onde a corporação disponibiliza assistentes que, a qualquer momento do dia, podem dar o apoio necessário em diversas áreas.

A teleassistência é direcionada a pessoas idosas, isoladas ou até mesmo com profissões consideradas de risco.

A novidade foi avançada na assembleia geral dos famalicenses, realizada no quartel da corporação, na noite desta terça-feira.

Gaia: Homem em estado grave depois de queda ao Rio Douro

Um homem foi resgatado esta terça-feira à noite do rio Douro, em Vila Nova de Gaia, e transportado para o Hospital Santos Silva em estado grave, adiantou à Lusa fonte da proteção civil.

Segundo fonte do Comando Distrital de Operações de Socorros (CDOS) do Porto, o alerta foi dado pelas 23:15, para a presença de um homem no rio Douro, na zona de Santa Marinha, Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

A vítima foi resgatada da água e transportada para o Hospital Eduardo Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, considerado ferido grave, acrescentou.

No local, nas operações de socorro, estiveram elementos da Polícia Marítima e dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões, num total de 23 operacionais apoiados por oito viaturas.

Covid-19: Autoagendamento disponível para crianças entre 5 e os 11 anos

A marcação para a toma da vacina contra a covid-19 para crianças entre os 5 e 11 anos está disponível, desde hoje, através do portal do autoagendamento para o período de 06 a 09 de janeiro.

“Estes quatro dias são dedicados exclusivamente à vacinação pediátrica e antecipam a possibilidade de vacinação de crianças dos 5 e 6 anos”, pode ler-se no comunicado divulgado pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS).

Este será o segundo período destinado exclusivamente à vacinação de menores, depois de mais de 95 mil crianças entre os 9 e os 11 anos terem recebido a primeira dose da vacina pediátrica da Pfizer no fim de semana de 18 e 19 deste mês.

Segundo o planeamento da ‘task force’, a vacinação da segunda dose para as crianças abaixo dos 12 anos deverá acontecer entre os dias 05 de fevereiro e 13 de março.

A Direção-Geral da Saúde divulgou na terça-feira que “as pessoas com 40 ou mais anos, que foram vacinadas com a vacina da Janssen há 90 ou mais dias, já podem recorrer aos centros de vacinação em regime ‘casa aberta’”.

Está também em funcionamento a modalidade “casa aberta” para reforço de vacinação de todas as pessoas com 60 ou mais anos contra a covid-19 e/ou contra a gripe, acrescenta.

As autoridades de saúde alertam os utentes que devem consultar os horários antes de se dirigirem a um centro de vacinação, lembrando que os períodos da tarde “têm geralmente menos afluência”.

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