WOW abriu portas ao novo Museu da Moda e do Têxtil

Depois do Vinho e da História da Região do Porto, da Cortiça, do Chocolate e do The Bridge Collection, o WOW – World of Wine acaba de abrir as portas de um novo museu que vem não só prestar homenagem a uma indústria que moldou o panorama social e económico da região, como deu a Portugal um lugar de destaque internacionalmente: o Museu da Moda e dos Têxteis.

Apoiado no mote “Eternizar o Passado, Refletir o Presente e Projetar o Futuro”, o novo Museu da Moda e dos Têxteis, um dos seis museus no Porto com a chancela WOW, apresenta-se como uma excelente resposta a quem se pergunta o que fazer no Porto nestes primeiros dias de verão ao oferecer ao visitante um tour onde este pode acompanhar todos os passos desde o processamento da matéria-prima para obtenção do fio, passando pela tecelagem, acabamentos, confeção da peça e ainda conhecer o talento dos criadores portugueses e das suas peças de vestuário, calçado e filigrana.

Porto Fashion & Fabric Museum

O espaço de dois mil metros quadrados está dividido em dois pisos. No primeiro piso, local focado na indústria têxtil portuguesa, podemos ficar a conhecer a importância deste setor no desenvolvimento da região Norte através de um cronograma dos momentos mais relevantes ao longo de uma história que começa no séc. XVI e se prolonga até aos nossos dias.

Como nem as melhores imagens e descrições podem revelar a verdadeira essência desta indústria, o primeiro piso guarda lugar para um tear de lançadeira de 1910, anúncios luminosos alusivos a fábricas têxteis antigas, sementes de linho e espólios da Têxtil Riopele e da Têxtil Manuel Gonçalves, monumentos industriais do Vale do Ave (coração do têxtil), que dão ao visitante a oportunidade de observar canelas de fio, medidores de tensão de fios, máquinas de debuxo, amostras de tecido e um livro de tendências.

Para além desta montra viva de um setor em franca recuperação depois da “depressão” da segunda metade dos anos 90 ter fechado inúmeros polos industriais, existem ainda várias oficinas e uma montra, que revelam os processos produtivos desde a fiação, debuxo, tecelagem, tinturaria, até à confeção e montra para ver. A pontuar todo este cenário de nostalgia, o cinema toma o seu lugar com a projeção de duas curtas-metragens, realizadas por alunos de Artes da Universidade da Beira Interior, relacionadas com a indústria têxtil.

Neste ascensor da glória do têxtil, o visitante encontra a face visível do talento dos criadores da Moda nacional. Dedicado à moda portuguesa de autor, ao calçado nacional e à filigrana (uma arte portuguesa de soldar finos fios de metal, de forma a compor um desenho), este segundo espaço do Museu da Moda e dos Têxteis, dá ao visitante a oportunidade de apreciar peças icónicas de designers portugueses, desde os anos 80 do século passado, até aos dias de hoje.

É pela filigrana, a arte de formar um desenho através de finos fios de metal soldados, que o percurso se inicia. Neste espaço, em tons de azul, é visível, em pequenas cúpulas, brincos e colares com diferentes desenhos em filigrana, assim como, vários utensílios usados na prática de filigrana.

Como referimos, a década de 90 do século passado foi penosa para a indústria têxtil, mas foi exatamente dentro desse quadro menos positivo para o setor que uma série de criadores talentosos da nossa praça começaram a ganhar destaque pela ousadia e inovação das suas peças e é para eles que vai o destaque de uma das salas do segundo piso do museu.

Esses são os casos de, entre outros, Miguel Vieira, Luís Buchinho, Nuno Baltazar, Fátima Lopes, Maria Gambina, Filipe Faísca, Luís Carvalho, Anabela Baldaque, Diogo Miranda, Hugo Costa, Alexandra Moura, Ricardo Preto e Carlos Gil, que além de ajudarem a consagrar a Moda “Made in Portugal” internacionalmente abriram as portas a que jovens designers emergentes, como Estelita Mendonça e Gonçalo Peixoto, descobertos através das plataformas Bloom e Sangue Novo dos eventos de moda Portugal Fashion e Moda Lisboa, respetivamente, tenham direito não só ao seu lugar ao sol, como também a um lugar neste espaço museológico.

O Museu da Moda e dos Têxteis não ainda esquece os designers pioneiros da moda atual. Nomes como Eduarda Abbondanza e Mário Matos Ribeiro, Ana Salazar, José António Tenente, João Tomé e Francisco Pontes ou Manuela Gonçalves, pioneiros dessa faceta inovadora têm direito a uma sala onde os seus trabalhos têm lugar de destaque.

Falar de design português é, igualmente, falar de calçado. Para este setor, o novo museu reserva um espaço onde se exibe uma linha de montagem de calçado feminino e masculino, desde o esboço, com vários desenhos em papel, até à materialização, e cujo material foi cedido pelos designers Luís Onofre e Carlos Santos, e pelo Centro Tecnológico do Calçado em Portugal.

A tudo isto junta-se ainda uma sala de “curiosidades de moda portuguesa”, onde pode ser descoberto, por exemplo, um par de ‘chinelos peixe’, em borracha, da ‘designer’ Lidija Kolovrat, um medidor de bainhas ‘vintage’, peças para abrir costuras, uma peruca de porcelana de Nuno Gama, um colar de concha e osso, com aplicação de cristais de Ricardo Preto, uma mochila em malha, de Susana Bettencourt, e sapatilhas produzidas com cabelo natural e artificial, de Olga Noronha, entre outras ‘curiosidades’.

Desenhado pelo arquiteto Vítor Miranda com o Studio Astolfi, o Museu da Moda e dos Têxteis começou a ser desenvolvido em 2019, tendo atravessado toda a pandemia até estar finalizado para abrir ao público.

Quem o pretender visitar pode fazê-lo por 15 euros (por adulto) entre as 12h e as 19h à semana e entre as 10h e as 19h ao fim-de-semana.

Nascido em 2020, o WOW e a sua vista privilegiada sobre a Ribeira deu à luz, para além dos seis museus, nove novos restaurantes no Porto, bares e cafés, uma escola de vinho, várias lojas, um espaço para exposições e outro para eventos, tornando-se já um polo cultural de referência da cidade invicta e de toda a região Norte.

Vaudeville Rendez-Vous proporciona atividades de mediação para o público e artistas

A Oficina de Criação do Festival é uma das atividades de mediação que integram a programação do Festival Vaudeville Rendez-Vous. O festival decorre de 19 a 24 de julho nas quatro cidades do Quadrilátero Cultural, em Vila Nova de Famalicão, Braga, Barcelos e em Guimarães. A sétima edição do evento cultural conta com 26 apresentações gratuitas e com atividades para o público geral e para artistas e profissionais.

O festival inicia a sua programação com atividades de mediação. A primeira atividade é A Oficina de Criação, na qual o público pode desenvolver a sua própria apresentação para o evento. As oficinas vão realizar-se em Vila Nova de Famalicão, de 20 a 23 de julho, das 14 horas às 18 horas. No mesmo horário, mas dos dias 19 a 22 de julho, as oficinas desenvolvem-se em Guimarães. As apresentações finais estão agendadas para o dia 22 de junho, às 18 horas, em Barcelos, no Parque Municipal, e em Guimarães, no Jardim do Paço dos Duques. No dia 23, os participantes da oficina dão a conhecer os seus trabalhos em Vila Nova de Famalicão, pelas 18 horas, e em Braga, pelas 17h30.

Nos dias 20, 21 e 22, Dulce Duca vai orientar o workshop intensivo de skate – streets with attitude, direcionado para skaters e estudantes de circo, no Pavilhão Municipal de Hóquei, em Barcelos. Os participantes vão poder fazer parte do espetáculo apresentado pela artista no festival. O espetáculo vai ser exibido em Barcelos, no dia 22 de julho, às 19h00, na Praça dos Poetas, em Braga, no dia 23 de julho, às 19h00, no Museu D. Diogo de Sousa, e em Guimarães, no dia 24 de julho, às 11h00, no Jardim do Paço dos Duques.

No dia 22 vai desenvolver-se a Masterclass – corpo, aparelho e som: o caso 3D no Gnration, em Braga. O espetáculo 3D vai ser apresentado em Braga, no mesmo dia, pelas 19 horas, e no dia 24, no Jardim do Paço dos Duques, pelas 19 horas. No dia 24, em Vila Nova de Famalicão vai desenrolar-se a Masterclass – circo contemporâneo e espaço público com base no espetáculo Copyleft. Consequentemente, o espetáculo vai ser exibido no Parque da Devesa, no dia 24, às 11h00. Antes de passar por Famalicão, o evento passa por Guimarães, no dia 22, e por Braga, no dia 23.

A conferência de apresentação do projeto de cooperação europeia “Circuslink” vai decorrer no dia 21 de julho, às 15h00, no Jardim do Paço dos Duques. Além disso, no dia 23, pelas 10h30, vai ser promovida uma Sessão de pitching, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

Portugal Fashion Sessions dá a conhecer Famalicão Cidade Têxtil

Portugal Fashion Sessions – Famalicão Cidade Têxtil é a primeira iniciativa do novo projeto do Portugal Fashion. O evento, a realizar-se nos dias 9 e 10 de julho, em Vila Nova de Famalicão, vai contar com desfiles de moda e vai abordar temas como a sustentabilidade no universo da moda, a criatividade e o ecodesign.

De acordo com a diretora do Portugal Fashion, Mónica Neto, o evento vai servir para que «Famalicão – Cidade Têxtil seja dada a conhecer como o epicentro de uma região que acolhe uma fileira completa. Um cluster que é já considerado o maior da Europa. Um raio de 60 km de soluções de A a Z dentro da cadeia de produção». «Em Famalicão, propõe-se uma colaboração de longo prazo, alicerçada numa cooperação estratégica e próxima», acrescentou, em comunicado.

O primeiro dia do Portugal Fashion Sessions – Famalicão Cidade Têxtil vai ser dedicado às “Ecodesign – Emotion Talks” e vai decorrer no Citeve. No dia 9 de julho vai decorrer a masterclass de inscrição limitada “What’s sustainable fashion?”. A masterclass vai ser guiada pela fundadora e CEO do ecohub C.L.A.S.S, Giusy Bettoni, e vai abordar a integração do design e a inovação com sustentabilidade. Da parte da tarde, das 14h30 às 15 horas, Giusy Bttoni vai guiar a palestra “Post-Pandemic fashion? Let’s not waste this crisis!”.

Após a palestra, vão desenrolar-se os painéis de discussão “Sustainability has gone mainstream” e “The Power of Creatives”, das 15 horas às 16 horas e das 16h15 às 17h15, respetivamente. O primeiro painel vai ter como oradores do Citeve, Carla Silva, José Morgado, João Oliveira e Ana Tavares e vai ser moderado por Raúl Fangueiro. No segundo, Gonçalo Peixoto e Inês Torcato, Ana Coelho e Paulo Gomes vão ser os responsáveis por dirigir a sessão e Ana Tavares vai ser a moderadora.

No dia 10 de julho, o Mercado Municipal vai receber o Brand Up Market. Durante o dia, vão estar reunidas cerca de 16 marcas locais ligadas à moda, tais como Âme Moi, Buzina, Westmister, Tanned Beachwear, Linho Puro, Bôl´Ter Intimate e Tuisca. Da parte da tarde vão desenrolar-se desfiles e apresentações com a participação do showcase iTechSyle GREEN CIRCLE by CITEVE, às 18h, seguindo-se o desfile Salsa by Huarte, às 19h.

Às 21 horas, os designers finalistas do concurso Ecodesign Bloom Portugal Fashion by Famalicão Cidade Têxtil vão apresentar os dois coordenados desenvolvidos a partir de materiais sustentáveis, cedidos por parceiros industriais locais. Pelas 22 horas, ocorre o encerramento do dia com o desfile da designer Maria Gambina.

Nos dias do evento, o Portugal Fashion vai marcar presença nas lojas locais, com um selo Portugal Fashion Sessions – Famalicão Cidade Têxtil colocado nas montras. Montras Pop-Up by Hugo Costa vai também decorrer no dia 9 e 10, levando um set design especial a 10 montras de comércio local.

Famalicão: Bacalhau é o novo prato do Dias à Mesa

O bacalhau surge como a nova iguaria apresentada pela iniciativa “Dias à Mesa”. Do dia 8 ao dia 11 de julho, os famalicenses podem experimentar o prato nos restaurantes Amaury, Barão, Bis – Pasta & Risotto, Bisconde, Casa Pêga, Churrascão Sousa, Com Requinte, Combinação de Sabores, El Vagabundo, Fondue, Garfo Dourado, Moutados, O Caçarola, O Prato, Outeirinho, Páteo das Figueiras, Príncipe, Refresco, Sabores do Algarve, Sara Cozinha Regional ou no Vinha Nova.

A iniciativa “Dias à Mesa” iniciou-se em 2019 e pretende apresentar um conjunto de propostas dos sabores regionais combinadas com as vivências culturais do município famalicense. Decorrente dos Dias à Mesa, surgiu também o “Passaporte Gastronómico”, que oferece um desconto de 10% nos restaurantes aderentes. O passaporte cede ainda a oportunidade de jantar ou almoçar gratuitamente num restaurante à escolha.

Autárquicas 21: Eduardo Oliveira defende construção de novo hospital em Famalicão

O Partido Socialista apresentou candidatos à presidência de juntas de freguesia de Vila Nova de Famalicão nos dias 2, 3 e 4 de julho. Nas apresentações, o líder da concelhia do PS e candidato à presidência da Câmara Municipal, Eduardo Oliveira, selecionou a saúde como o foco principal das suas intervenções e sugeriu um movimento cívico para a criação de um novo hospital.

«É tarde, mas ainda podemos ter algum campo de manobra, para, com o respaldo da sociedade civil, das empresas, das instituições da economia social e do rico movimento associativo do concelho, avançarmos com um movimento liderado pela Câmara tendo em vista a captação de fundos do Plano de Recuperação e Resiliência para a construção de um hospital moderno e apetrechado», explicou. O líder da concelhia defende a criação de um novo hospital para que sejam servidas «as necessidades de toda a população afeta ao CHMA, que são famalicenses, trofenses e tirsenses, num total de cerca de 235 mil pessoas».

Segundo o Eduardo Oliveira, o hospital de Famalicão «não poderá crescer muito mais». «Temos de nos antecipar aos concelhos vizinhos também servidos pelo CHMA e encontrarmos a solução: arranjar um espaço, um local viável e com acessos fáceis, para projetar um novo hospital, moderno, capaz e eficiente. E, claro, que continue a ser em Famalicão», acrescentou.

Na última sexta-feira, dia 2 de julho, o PS apresentou Carlos Oliveira como o candidato à presidência da junta de freguesia de Oliveira Santa Maria. No sábado, dia 3 de julho, Bruno Cunha foi reconhecido como candidato à junta de freguesia de Vermoim e Vera Rocha foi apresentada como a candidata em Ribeirão. No domingo, dia 4 de julho, ocorreu a apresentação de André Gomes como candidato a Cruz e Susana Pereira em Gavião.

Autárquicas 21: CDU alerta para os problemas do comércio local em reunião com a ACIF

A CDU discutiu algumas preocupações com a Associação Comercial e Industrial de Famalicão (ACIF) sobre os problemas que os bares, a restauração, o setor do vestuário e do calçado enfrentam por causa da pandemia. De acordo com a CDU, «fica evidente a necessidade de aposta no apelo à comunidade famalicense para o comércio local, sob pena de serem perdidas». O partido apresentou a proposta «de as grandes superfícies não funcionarem aos domingos e feriados» para que seja possível «salvar o comércio tradicional».

Na sessão, a CDU estava representada pelo candidato à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Miguel Lopes, pela candidata à Assembleia Municipal Tânia Silva e pelo deputado municipal Daniel Sampaio. O impacto da pandemia na indústria e no comércio local, o turismo, a mobilidade urbana, a cultura, o espírito de comunidade e perspetivas futuras para Vila Nova de Famalicão foram outras questões abordadas durante a reunião com a ACIF.

Em comunicado, a CDU afirma que «é urgente uma política que valorize os comerciantes e lojistas famalicenses, através de uma cidade viva, participada e atrativa que dê resposta às necessidades de empregabilidade, de forma a salvaguardar a sustentabilidade económica do concelho».

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