Número de desempregados inscritos nos centros de emprego baixou 23 mil em junho

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego recuou 23 mil em junho, face ao mesmo mês do ano passado, disse a ministra do Trabalho, sinalizando que os dados mostram a eficácia das medidas de resposta à pandemia.

Em entrevista à Lusa, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, precisou que, somados com os dados de maio, os resultados observados em junho, fazem com que no acumulado destes dois meses, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego resulte numa diminuição homóloga que supera os 44 mil.

“Em junho, dados do Continente, temos menos 23 mil pessoas inscritas no IEFP [Instituto do Emprego e da Formação profissional]” e “em maio tivemos cerca de menos 21 mil, o que significa que na soma dos dois meses nós temos menos 44 mil pessoas inscritas no IEFP”, precisou a governante, assinalando que este resultado demonstra o impacto das medidas extraordinárias de apoio ao emprego e a “importância que tem sido esta mobilização sem precedentes de recursos”.

Desde o início da pandemia, as medidas extraordinárias de apoio lançadas no âmbito do Ministério do Trabalho mobilizaram 4.138 milhões de euros (incluindo neste valor as isenções contributivas), tendo abrangido três milhões de pessoas e chegando a 174 mil empresas.

Já sobre o pagamento do ‘lay-off’ a 100% – medida contemplada no Orçamento do Estado para 2021 — a ministra referiu que a Segurança Social está a transferir a verba correspondente para as empresas, explicando que, caso haja situações de trabalhadores a receber com cortes, estas devem ser sinalizadas à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) para que este organismo possa intervir.

“[Havendo] situações dessas, o que eu peço é que sinalizem, e a ACT naturalmente intervém. [Em] todas as situações que são denunciadas à ACT, a ACT intervém”, precisou a governante, numa entrevista concedida no âmbito dos 25 anos do Rendimento Social de Inserção (RSI).

Com a entrada em vigor do Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), os trabalhadores em ‘lay-off’ simplificado ou no ‘lay-off’ tradicional (previsto no Código do Trabalho) motivado pela pandemia da doença covid-19, passaram a ter direito a receber 100% da sua remuneração (contra os anteriores dois terços) até ao limite de três salários mínimos nacionais (1.995 euros).

Este encargo adicional é financiado pela Segurança Social, não implicando um esforço adicional para as empresas face aos valores que pagavam anteriormente a esta medida entrar em vigor.

Numa situação em que as empresas não façam chegar aos trabalhadores a integralidade dos valores tal como resulta da norma prevista no OE2021, estas são consideradas como dívida ao trabalhador.

“Naturalmente as empresas têm que pagar e cumprir esse pagamento a 100% aos trabalhadores”, disse a ministra, referindo que num cenário em que tal não aconteça e que seja sinalizado à ACT, o que a Autoridade para as Condições do Trabalho “faz é apuramento da dívida ao trabalhador, porque na prática isso é uma dívida ao trabalhador, para que seja pago pela empresa”, além das contraordenações laborais associadas a um incumprimento do pagamento de salário.

Ana Mendes Godinho referiu que a ACT tem feito a sua intervenção a dois níveis: em função de denúncias que chegam e em função de avaliação de indicadores de risco em que desenvolve ações concretas para verificação da implementação das medidas.

Covid-19: Pessoas entre os 18 e os 29 anos começam hoje a ser vacinadas

As pessoas com idades entre os 18 e os 29 anos começam hoje a ser vacinadas contra a covid-19 por ordem decrescente de idade, segundo a `task force´ que coordena o plano de vacinação.

A convocação desta faixa etária é feita através de agendamento central, com os utentes a receberem uma mensagem SMS ou um telefonema dos serviços de saúde, mas o autoagendamento ficará, gradualmente, disponível até aos 18 anos.

Na sequência da fase 2 do plano de vacinação e de um maior número de vacinas recebidas por Portugal, o portal para autoagendamento entrou em funcionamento em 23 de abril para pessoas com 65 ou mais anos e, desde então, tem ficado disponível para marcações das faixas etárias dos 50, 40 e 30 anos.

Um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, divulgado na última semana, indica que 85,7% dos jovens entre os 16 e os 25 pretendem ser vacinado, mas 14,3% ainda não decidiram se vão receber a vacina contra o vírus SARS-CoV-2.

Atletismo: Francisco Silva é campeão nacional do quilómetro jovem

O atleta da Escola Atletismo Rosa Oliveira Francisco Silva sagrou-se campeão nacional no Quilómetro Jovem Nacional, estabelecendo um novo recorde pessoal na prova de 1000mts, 2.28:06 , que constitui também um novo recorde regional, nos escalões de juvenis e juniores.
Na mesma competição, que se realizou na passada semana, Ana Faria conquistou a medalha de bronze com um recorde pessoal, marca de 3.00:40. Leandro Gonçalves terminou em 8º lugar, em 2.43:69, recorde pessoal.
O Quilómetro Jovem é uma das competições nacionais mais importantes para os escalões jovens.
Os atletas representaram a Associação de Atletismo de Braga na Fase Nacional do Quilómetro Jovem que se realizou no Parque Desportivo de Ramalde, no Porto.

Covid-19: Farmácias já venderam mais de um milhão de testes rápidos, a maioria deles autotestes

Mais de um milhão de testes rápidos de antigénio para deteção do SARS-CoV-2 já foram vendidos nas farmácias, sendo a maioria autotestes, segundo dados da Associação Nacional das Farmácias (ANF) avançados hoje à agência Lusa.

Até ao dia 28 de junho, as farmácias de todo o país dispensaram 1.066.050 testes, dos quais 703.331 são autotestes e 362.719 foram realizados pelos farmacêuticos nas farmácias.

Relativamente aos testes rápidos de antigénio, efetuados através dos protocolos de parceria com algumas autarquias, os dados apontam que em Lisboa foram realizados 108.882 testes, entre 31 de março, início da parceria, e 30 de junho.

Em Oeiras, foram feitos até 30 de junho 10.059 testes (a parceria começou a 05 de abril), em Odivelas 9.132 (parceria teve início a 21 de abril), na Região Autónoma da Madeira 19.484 (desde 26 de abril) e 169 em Lagoa (desde 14 de junho), precisam os dados da ANF.

As farmácias começaram a realizar testes rápidos de antigénio a nível alargado no país a partir de janeiro, mas já estavam autorizadas a fazê-lo desde o dia 16 de dezembro 2020, quando se iniciou a segunda fase da estratégia de utilização de testes rápidos de antigénio, alargando a sua realização a todas as unidades de saúde com registo na Entidade Reguladora da Saúde.

A partir de 02 de abril, foi autorizada a venda de autotestes nas farmácias e parafarmácias, ao abrigo de um regime excecional e temporário, uma medida do Governo para intensificar os rastreios para deteção precoce de casos de infeção como meio de controlo das cadeias de transmissão.

Desde a passada quinta-feira, os testes rápidos de antigénio de uso profissional são comparticipados a 100%, uma medida que, segundo o Governo, visa facilitar o seu acesso pela população, afastando os constrangimentos financeiros, e reforçar o controlo da pandemia de covid-19.

Estes testes só podem ser realizados em farmácias e laboratórios de análises clínicas ou patologia clínica devidamente autorizadas pela Entidade Reguladora de Saúde (ERS), sendo a lista das entidades aderentes disponibilizada no site do Infarmed e progressivamente atualizada.

Nas entidades aderentes, os utentes não terão de pagar nada aquando da realização do teste, explicam as autoridades de saúde, sublinhando que esta medida permite a realização até quatro testes comparticipados por mês.

Os utentes apenas terão de se dirigir a uma farmácia ou laboratório aderente, solicitar a realização do teste, identificar-se e preencher uma declaração.

“O utente terá obrigatoriamente de se identificar com o seu número nacional de utente. Por cada teste, terá ainda de preencher uma declaração, que lhe será disponibilizada pela farmácia ou laboratório, a confirmar que não tem a vacinação completa, não teve covid-19 há menos de seis meses e não realizou nesse mês mais de quatro testes comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, segundo uma circular informativa conjunta das autoridades de saúde.

Dados da Direção-Geral da Saúde indicam que, desde o início da pandemia, em março de 2020, já foram realizados em Portugal 13.332.881 testes PCR e antigénio.

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