Pais esperam que ensino à distância dure “o menor tempo possível

Há quase um ano, as famílias com crianças e jovens e idade escolar foram surpreendidas com a imposição do ensino a distância para conter a pandemia de covid-19. Agora, preparam-se para voltar ao mesmo regime, mas esperam que por menos tempo.

“As famílias querem que isto dure o menor tempo possível. Seria muito bom que ao final destes 15 dias de ensino a distância fosse possível abrandar o confinamento para, por exemplo, os mais novos poderem voltar ao presencial”, disse à Lusa Jorge Asecenção, presidente Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap).

No ano passado, o tipo de ensino que Jorge Ascenção classificou como “um mal necessário” vigorou durante mais de três meses, comprometendo aprendizagens, que tiveram de ser consolidadas durante o 1.º período letivo.

Apesar de esperar que desta vez demore menos tempo até que os alunos possam regressar à escola, o presidente da Confap admite que o mais realista é antecipar que os filhos fiquem em casa durante um mês, mas isso terá consequências.

“Já vamos no segundo ano letivo consecutivo com este problema, diria que será quase um segundo ano letivo comprometido em muitos casos. Para algumas pessoas terá um impacto que dificilmente se conseguirá calcular”, lamentou, sublinhando que esse impacto negativo ultrapassa as aprendizagens.

“Seria pouco honesto reduzir o problema do impacto do fecho das escolas a uma questão de aprender hoje ou daqui a 15 dias. A escola é muito mais do que isso e as pessoas estão a sentir os filhos ansiosos e desgostosos”, acrescentou.

bem e melhorar aquilo que não correu bem. Julgo que todos estarão mais bem preparados”, disse, referindo-se não só às escolas e às famílias, mas a toda a sociedade civil.

E acrescentou: “Aquilo que se pede é o esforço de compromisso de cada um, para que se faça o possível e se tente minimizar o impacto negativo que o ensino a distância terá nas crianças e nos jovens”.

O presidente de outra associação representativa dos pais, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE), não é tão otimista e manifestou-se particularmente preocupado com os alunos em situações de maior fragilidade.

“Existe um grande empenho por parte das autarquias em tentar corresponder às necessidades, mas a CNIPE tem muito receio que, mesmo assim, algum aluno possa ficar esquecido”, disse à Lusa.

Por outro lado, Rui Martins considera que alguns professores continuam a não ter formação suficiente para assegurar um ensino ‘online’ de qualidade e criticou a falta de uniformidade nas ferramentas a utilizar.

“É uma grande panóplia de soluções e cada escola vai tentar fazer o seu melhor”, explicou, acrescentando que também para as famílias será um período de muita confusão, principalmente aquelas com mais de um filho em idade escolar.

As escolas encerraram as portas há cerca de duas semanas e as crianças e jovens, desde creches ao ensino superior, ficaram em casa, numa pausa letiva que terminou na sexta-feira.

Na segunda-feira, cerca de 1,2 milhões de alunos do 1.º ao 12.º ano voltam a ter aulas à distância, à semelhança do que aconteceu no passado ano letivo.

DGS já permite abertura de caixões de vítimas covid

A Direção Geral da Saúde atualizou as regras sobre os funerais de vítimas covid-19. Assim, os velórios continuam a estar proibidos, mas na cerimónia fúnebre ou no funeral, se a família assim o desejar e se “houver condições”, o caixão pode ser aberto, desde que de forma rápida e a pelo menos um metro de distância.

A visualização do corpo pode também ser conseguida através de caixões com visor. Contudo, a DGS sublinha que em qualquer destas situações não é permitido tocar no corpo ou caixão.

Contudo, a autoridade de saúde salienta que «o caixão deve, preferencialmente, manter-se fechado».

Continua a ser proibido o aglomerado de pessoas nos funerais e obrigatório o controlo das distâncias de segurança, que, atendendo ao agravamento da situação epidemiológica, o distanciamento entre pessoas deve ser escrupulosamente mantido (2 metros) durante todo o funeral, evitando qualquer contacto físico.

 

Empresas têxteis e de vestuário reclamam mais apoios e justiça na distribuição da ajuda

Face à pandemia e aos apoios concedidos pelo Governo, as empresas do setor têxtil e vestuário reclamam que o apoio chegue a mais empresas; que as ajudas à retoma progressiva sejam possíveis a partir de quebras iguais ou superiores a 15%; querem que o apoio considere não apenas a quebra de faturação, mas a descida das encomendas.

Num inquérito conduzido pela ATP, as empresas reclamam a isenção da TSU para os trabalhadores abrangidos pelas medidas de redução ou suspensão do período de trabalho. Dizem que esta medida devia contemplar empresas com mais de 250 trabalhadores, por forma a ajudar à manutenção dos postos de trabalho.

As empresas defendem, ainda, a reintrodução do regime de lay off simplificado, aplicável a todas as empresas (e não apenas às que são encerradas por via legal/ administrativa), para introduzir, o que dizem ser maior justiça na cadeia de valor, porque «não é apenas o retalho que está com dificuldades, quem está a montante na cadeia de valor está igualmente em dificuldades».

Neste inquérito, a ATP percebeu que as empresas pedem justiça também no acesso a medidas como o APOIAR, neste momento, apenas disponível para algumas atividades, estando excluída a indústria.

As empresas reclamam ainda que os trabalhadores que estão em casa para assistência a filhos menores (devido ao encerramento de escolas) sejam pagos pela Segurança Social.

Segundo a ATP, ao nível das linhas de crédito (esta é, entre os inquiridos, a medida mais usada, com 65% das empresas a utilizar), as empresas solicitam reforço dos montantes e maior flexibilidade de pagamento.

Há ainda muitas empresas que destacam a importância de uma componente de apoio a fundo perdido para capitalizar, extensão temporal das medidas e maior rapidez no pagamento dos apoios.

FC Famalicão renova com avançada Vitória Almeida até 2023

O projeto do futebol feminino do FC Famalicão continua a preparar o futuro. Depois da renovação com o treinador João Marques, o clube anunciou na tarde desta sexta-feira, a renovação com Vitória Almeida, jovem avançada de 21 anos.

Deste modo, o clube garante um valor seguro da modalidade que era pretendido por outros emblemas «e com propostas que o Famalicão não poderia igualar», assumiu Jorge Silva. O presidente do clube agradeceu, por isso, a confiança da atleta «neste projeto», assinalando a importância «que é manter a Vitória connosco», porque ela «incorpora aquele que é o ADN do Famalicão: compromisso, competência, trabalho, superação e espírito de grupo».

A atleta brasileira sente-se «feliz e realizada neste projeto», assumindo que a renovação resulta «de todo o trabalho das minhas colegas». Reconhece que as propostas que teve foram tentadoras e que o pilar desta renovação «foi o mister João Marques. Acredito no seu trabalho e de toda a estrutura do Famalicão. Vamos continuar a trilhar o caminho do sucesso», acredita a atleta. Individualmente, quer ser a melhor marcadora do clube em todas as provas.

João Marques agradeceu a Vitória «por confiar no nosso trabalho e no clube. Sei as propostas que teve e para nós é motivo de orgulho ela prescindir de algo de muito bom para estar neste projeto»

Famalicão: Quer saber mais sobre Comércio Ecológico?

O município de Famalicão, em parceria com a Associação Famalicão em Transição, organiza uma palestra sobre “Comércio Ecológico” em Famalicão. Está marcada para as 10 horas, de 21 de fevereiro, numa emissão online, através da plataforma zoom.

A iniciativa realiza-se no contexto do programa de atividades paralelas da exposição “Comércio: Tradição & Modernidade”, que está patente na Casa do Território, no Parque da Devesa de Famalicão.

Nesta palestra vai dar-se a conhecer boas-práticas já existentes no concelho famalicense, que tornam os negócios mais ecológicos, em todas as etapas, inclusive no correto descarte dos resíduos produzidos.

O objetivo é pensar numa economia mais sustentável, que já faz parte das preocupações de muitos consumidores. Ou seja, passar de um consumo linear para um consumo mais circular, com preocupações ambientais.

Os organizadores da palestra acreditam que o comércio tradicional tem uma missão a cumprir nesta matéria e a capacidade para o fazer porque os lojistas conhecem bem os clientes.

O programa está agrupado ao nível do 3 R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Do painel de oradores fazem parte representantes da Mercearia da Vila; ECOnnect Portugal e Resinorte. Serão ainda apresentados como exemplos de boas-práticas a Cindinha Bulkstore e Two Hair Lovers. Haverá ainda tempo para sessões de perguntas.

A iniciativa destina-se a um público alvo preferencial de profissionais do comércio e empresários.

Os interessados em participar devem fazer a sua inscrição, solicitando o link para participação através de goo.gl/tNamg6 ou através de mail enviado para casadoterritorio@famalicao.pt

Foi ainda criado um questionário para dúvidas sobre como tornar um comércio mais sustentável em

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