Famalicão: Junta de Oliveira Santa Maria imprime fichas de trabalho dos alunos

O ensino à distância foi retomado esta segunda-feira e, para ajudar os encarregados de educação, a Junta de Freguesia de Oliveira Santa Maria tem um serviço de impressão de fichas de trabalho dos educandos.

Assim, os interessados devem enviar as fichas para junta.osm@net.vodafone.pt

Depois, as fichas devem ser levantadas na secretaria da Junta de Freguesia, mediante agendamento, pelo telefone 252 932 889 ou por email.

Alunos são obrigados a ter a câmara ligada

Nas aulas online, que arrancaram esta segunda-feira, os alunos são obrigados a ter a câmara ligada.

A informação foi confirmada ao ‘Expresso’ pelo Ministério da Educação, que explica que, «de acordo com a RCM [Resolução do Conselho de Ministros] e com pareceres da CNPD [Comissão Nacional de Proteção de Dados], os professores podem exigir que as câmaras estejam ligadas, dado estar-se em contexto de sala de aula, não havendo divulgação de imagens».

Contudo, só os pais podem dar o consentimento necessário para que os alunos tenham os dispositivos ligados.

Apesar desta regra, importa referir que nem todos os alunos têm acesso aos meios digitais para o exercício do ensino online, sobretudo câmaras. Por esse motivo, algumas escolas estão a enviar pedidos por escrito aos pais, para que confirmem se os filhos conseguem aceder a esta funcionalidade, «evitando falsas desculpas e precavendo as verdadeiras».

Sobre esta matéria, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel António Pereira, indica que «se os alunos recusarem [ter o rosto visível], os professores podem marcar falta. Mas a abordagem não é essa», explica citado pelo ‘Expresso’.

Covid-19: Médicos reformados queixam-se de barreiras administrativas para poderem ajudar

Sublinhando que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “vive um dos seus períodos mais exigentes de sempre”, situação na qual “todos são precisos e ninguém é dispensável”, os médicos dizem-se dispostos a ajudar, que já se ofereceram, mas que forem levantadas barreiras administrativas e ao trabalho voluntário.

Na carta, enviada também ao primeiro-ministro e ao Presidente da República e cujo primeiro signatário é o médico Gentil Martins, dizem que milhares responderam ao desafio lançado pelo bastonário da Ordem dos Médicos, que “a lista foi enviada ao Ministério da Saúde” e que “nada aconteceu ou foi colocado um conjunto de barreiras administrativas inexplicáveis, entre as quais a recusa de trabalho voluntário”.

“Somos um conjunto de médicos, alguns reformados, mas ativos. Queremos ajudar e declaramo-nos presentes”, afirmam, sublinhando que os médicos “têm estado nas primeiras linhas do combate à covid-19”, assegurando não só a frente de batalha, mas também “garantindo o apoio a todos os doentes não covid”.

“Mas somos poucos para tanto que está a atingir a nossa saúde e o nosso SNS”, lamentam os clínicos, dizendo que mantêm a “vontade de participar ativamente no combate à pandemia”, “na educação para a saúde das populações”, “nos inquéritos epidemiológicos”, “no trace covid”, “no apoio à vacinação” e “nos hospitais de campanha”.

Na carta, os médicos consideram incompreensível não terem sido chamados a participar “quando os hospitais e centros de saúde começam a claudicar por cansaço” e a “saúde pública todos os dias alerta para a falta de recursos”.

“Estamos aqui e queremos ajudar neste combate. Lutando com toda a nossa energia e materializando tudo aquilo que afirmámos no nosso Juramento de Hipócrates”, afirmam, pedindo aos governantes que assumam que é necessário o esforço de todos e que “o ‘exército’ pode ser reforçado”.

“Os portugueses não entenderão que se continue a não aceitar a nossa presença e que a nossa participação seja dificultada por burocracias inexplicáveis”, consideram, pedindo que a sua ajuda seja considerada como voluntária.

E concluem: “É com esse estatuto que nós desejamos organizar e participar nesta luta. Aguardamos saber onde somos precisos e onde nos devemos apresentar”.

Covid-19: Setor dos casamentos com perda de faturação na ordem dos 90% em 2020

Realizado pela BestEvents, empresa responsável pela organização de feiras nacionais e internacionais dedicadas ao casamento, e pela revista “I Love Brides”, o estudo a que a Lusa teve hoje acesso revela que 34,2% das empresas inquiridas tiveram perdas na ordem dos 90% e 19,8% perto de 80%, enquanto 18% não tiveram qualquer faturação (entre 90 a 100%).

O estudo foi realizado junto de empresas de setores ligados a casamentos, como ourivesarias, espaços, ‘designers’ de bolos, organizadores de casamentos, fotografia e videografia, decoração, convites e lembranças, vestuário para os noivos e acessórios, cabelo e maquilhagem, ramo da noiva, animação, aluguer de viaturas e lua-de-mel.

A participação de mais de uma centena de empresas ligadas ao setor mostrou que de entre 6.231 casamentos que tinham agendados no total, apenas realizaram 1.049 (16,8%), com grande parte (66,2%) a serem adiados para 2021 e 7,7% para 2022.

No entanto, mais de metade das empresas (55,8%) não conseguiu remarcar todos os adiamentos que tiveram, tendo 38% dessas empresas sido obrigadas a devolver os sinais.

O cancelamento foi elevado, num total de 26,1%, e desta percentagem 63,2% desistiram mesmo do casamento e 12,6% cancelaram devido a indisponibilidade de datas, entre outros motivos.

Perante os momentos de incerteza pela situação pandémica, foram avaliados os índices de confiança das empresas relativamente ao ano 2021, com 46% a revelar ter entre 25% e 50% de confiança na retoma, face aos 31,9% entre 50 a 75%. Os muito pouco confiantes são 14,2%, enquanto 8% estão com muita confiança que a recuperação ocorra ainda este ano.

Desde o início da situação pandémica em Portugal, em março de 2020, que as duas entidades que realizaram o inquérito têm vindo a desenvolver diversas ações em prol do setor, apelando à união do mesmo para fazer chegar ao Governo as suas preocupações e propostas, para que “haja uma mensagem de confiança ao mercado”.

“Não podemos esquecer que é uma atividade sazonal. Por isso, essa mensagem de confiança vem no sentido de garantir a sustentabilidade e a recuperação da confiança dos clientes. É importante que o governo apresente uma previsão de data para o setor começar a operar”, frisou Jorge Ferreira, diretor executivo da BestEvents.

Entre as empresas que responderam ao inquérito, 49,6% são da região Norte, 21,7% da Área Metropolitana de Lisboa, 14,8% do Centro e 11,3% da Área Metropolitana do Porto, com as restantes a dividirem-se entre Alentejo, Algarve, Açores e Madeira.

O estudo foi realizado junto de empresas de setores ligados a casamentos, como ourivesarias, espaços, ‘designers’ de bolos, organizadores de casamentos, fotografia e videografia, decoração, convites e lembranças, vestuário para os noivos e acessórios, cabelo e maquilhagem, ramo da noiva, animação, aluguer de viaturas e lua-de-mel.

Famalicão: Aluno da Oficina vence concurso “O Meu Projeto é Empreendedor”

O aluno da OFICINA – Escola Profissional venceu “O Meu Projeto é Empreendedor” com oReutic – Reuse Plastic, no setor da indústria.

A ideia apresentada ao concurso promovido pela Câmara Municipal de Famalicão, visa utilizar a tecnologia e a programação informática para gerir, diminuir e reciclar o plástico usado pelas empresas e pelas famílias. Para isso, João Oliveira idealizou uma máquina que tritura e monitoriza os níveis de reciclagem de plástico. A Reutic, à medida que tritura resíduos de plástico, fornece em tempo real os níveis de reciclagem de uma empresa ou de uma família.

O tema do projeto surgiu no âmbito da disciplina de Inglês, a propósito de um trabalho de investigação sobre a poluição. «Ao longo da pesquisa, as elevadas notícias sobre a poluição surgiam de uma forma assustadora, com valores absurdos, imagens chocantes. A partir daí comecei a investigar mais sobre a poluição e os métodos de a combater. É daí que nasce a Reutic, uma máquina capaz de triturar o plástico que consumimos e produzimos, como por exemplo: copos de plástico, palhinhas, garrafas de plástico», diz João Oliveira.

Direcionado para premiar as melhores Provas de Aptidão Profissional do Ensino Profissional no concelho de Vila Nova de Famalicão, “O Meu Projeto é Empreendedor” é, nas palavras da professora e Comissária Escolar para o Empreendedorismo da OFICINA, Alexandra Silva, «uma mais-valia para o concelho».

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