Armindo Araújo lidera no Rali Alto Tâmega

Concluída a primeira etapa do rali Alto Tâmega, Armindo Araújo e Luís Ramalho são os líderes da classificação geral.

Após as duas longas classificativas disputadas na tarde de hoje, a dupla do Skoda Fabia R5 Evo bateu toda a concorrência cumprindo assim o objetivo a que se propôs, “lutar pela vitória da primeira à última classificativa”.

Apesar de uma entrada ao ataque, nem tudo correu como o esperado com a perda de alguns segundos no primeiro troço, “falhei a travagem numa chicane e com isso perdi a hipótese de fazer o pleno nos dois troços de hoje. Estamos confiantes para as restantes classificativas, mas nada está ganho. Contudo, é bastante positivo terminar o dia na frente”, afirmou Armindo Araújo.

A segunda etapa da prova organizada pelo CAMI tem quatro especiais e um total de 67,26 km disputados ao cronómetro.

GNR detém 49 pessoas e deteta 613 infrações rodoviárias nas últimas 12 horas

Num comunicado sobre a atividade operacional das últimas 12 horas – das 20:00 de sábado e 08:00 de hoje – a GNR explica hoje que as operações realizadas em todo o país visaram a “prevenção e o combate à criminalidade violenta e fiscalização rodoviária”.

Do conjunto de ações resultaram 49 detenções em “flagrante delito”, 30 das quais por condução sob efeito de álcool, 12 por condução sem habitação legal e as restantes por tráfico de estupefacientes, posse de arma, furto e violência doméstica.

Aquela força policial acrescenta também terem sido aprendidas 50,09 doses de haxixe, 6,52 gramas de canábis e um taco de basebol, alegadamente, usado como arma.

No que concerne à fiscalização rodoviária, a GNR detetou 613 infrações, das quais 96 foram por excesso de velocidade, 63 por condução com taxa de álcool superior ao permitido por lei e as restantes por falta de inspeção periódica (33), utilização incorreta do cinto (29), iluminação e sinalização (26), uso indevido de telemóvel (18), falta de seguro de responsabilidade civil (13) e tacógrafos (8).

No documento, aquela força policial refere ainda que, nas últimas 12 horas, foram registados 38 acidentes, dos quais resultaram duas vítimas mortais e 16 feridos ligeiros.

Covid-19: Centro europeu alerta contra relaxamento dos cidadãos face a medidas de contenção

“Estamos a sentir e a observar que algumas pessoas pensam que a pandemia já acabou e que não precisam de cumprir qualquer medida e isso não é verdade”, frisa em entrevista à agência Lusa o chefe-adjunto do programa de doenças do ECDC, Piotr Kramarz.

“Pode ser um pequeno gesto [de cada um], mas é muito importante para parar este ressurgimento” de casos na Europa, acrescenta o responsável.

Questionado se esta descontração dos cidadãos poderá estar a contribuir para o aumento de casos em países como Portugal, o cientista admite que “há diferentes fatores [para justificar este aumento]” e “um deles poderá ser o aumento dos testes”.

“Mas o que estamos a verificar é que o ressurgimento real está relacionado com o relaxamento das medidas, em termos individuais”, reforça Piotr Kramarz.

E este cenário, de acordo com o cientista, poderá também estar relacionado com a altura do ano, o verão: “Vemos nalguns países que as pessoas estão relaxadas relativamente a este vírus e estão, provavelmente, a encontrar-se com outras e a frequentar espaços lotados, nomeadamente durante as férias, e agora estão a regressar de vários ‘resorts’ e outros lugares”.

Situações que se verificam “não necessariamente atravessando as fronteiras, [já que] isto acontece dentro dos países”, explica Piotr Kramarz.

Aliás, de acordo com o especialista, “o papel das viagens não é muito significativo nesta fase”, dado que “existe transmissão comunitária dentro dos países”.

 

 

“E é bastante importante que nos foquemos nisto e que não dispersemos os nossos esforços para a restrição das viagens porque essa não é a prioridade” neste momento, pede Piotr Kramarz, assegurando que “a contribuição das pessoas [infetadas] a chegar em aviões não é muito grande” na Europa.

É, antes, “por causa deste relaxamento das medidas [que] a pandemia se está a propagar”, insiste.

Por isso, o responsável apela a que “toda a gente se lembre que tem de seguir algumas regras básicas […], como por exemplo o distanciamento físico de pelo menos dois metros, a lavagem das mãos, proteger a cara enquanto tosse e, em algumas situações, usar máscaras”.

Questionado pela Lusa se prevê que a Europa volte a precisar de um novo confinamento geral, como aconteceu entre meados de março até início de abril, o especialista assinala que “este tipo de medidas tem enormes consequências em termos económicos e sociais”, sugerindo antes a aplicação, por parte dos países europeus, de “medidas mais direcionadas, baseadas numa análise da situação e [dirigidas para] onde as infeções acontecem e em que contextos”.

Como exemplo, Piotr Kramarz nota que “há determinados locais onde a transmissão é mais intensa, como ginásios, discotecas, bares, pelo que os países podem considerar introduzir restrições em espaços como estes”.

“As medidas devem ser mais direcionadas e baseadas em análises locais da situação e também temos de nos lembrar em proteger a população mais vulnerável, como os idosos ou as pessoas com outras complicações, que devem ser protegidas em qualquer altura”, aconselha.

Ainda assim, a hipótese de novo confinamento não está descartada.

“Teremos de ver como a situação evolui. É muito difícil prever porque é um vírus muito novo e apesar de termos aprendido bastante nos últimos seis, sete meses, ainda há muitas incógnitas”, justifica.

Piotr Kramarz lembra, ainda, que “foi possível verificar algum cansaço após a quarentena ou o confinamento, com as pessoas a ficarem cansadas destas medidas, como usar máscara, e provavelmente isso também contribuiu para o relaxamento”.

“Neste sentido, é bastante importante comunicar, de forma clara, que a história ainda não terminou, que o vírus ainda não se foi embora, e que não devemos baixar a aguardar”, conclui na entrevista à Lusa.

Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.

Organização esclarece que despiste no Rali do Alto Tâmega fez três feridos ligeiros

O despiste do piloto britânico Ruairi Bell no Rali Alto Tâmega provocou três feridos ligeiros, após os relatos iniciais por parte da GNR à Lusa terem apontado para um ferido grave.

“Desloquei-me logo ao hospital de Chaves para verificar a situação. O bombeiro que apresentava maiores cuidados não passa de um ferido ligeiro com algumas escoriações e deve ter alguma fratura, mas felizmente está tudo bem e não foi necessária transferência para outra unidade hospitalar”, referiu Nuno Loureiro, presidente do Clube Aventura do Minho (CAMI).

 

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