Humanitave de Famalicão só esta sexta deu jantar a mais de 500 pessoas no Porto

A Associação de Emergência Humanitária Humanitave, com sede na freguesia de Pedome, Vila Nova de Famalicão, continua o seu trabalho de ajuda aos mais necessitados.

Para além do trabalho que tem feito no território famalicense, algum dele em articulação com os serviços municipais, a Humanitave está a prestar apoio ao projeto “Porta Solidária”, no Porto.

O número de pessoas que deixaram de ter rendimentos para as questões mais básicas do dia-a-dia, como é o caso da alimentação, está a crescer. A procura é tanta que a resposta nem sempre tem correspondido ao que é esperado. Por isso, e depois de constatarem a dificuldade dos voluntários da “Porta Solidária” em satisfazer todos os pedidos, a Humanitave ajudou esta sexta-feira na confeção das refeições que, naquele dia, serviram para alimentar mais de meio milhar de pessoas.

 

GNR deteve 53 pessoas em 12 horas

A GNR deteve 53 pessoas, 27 das quais por condução sob o efeito de álcool, durante uma operação realizada entre as 20:00 de sexta-feira e as 08:00 de hoje, anunciou aquela força de segurança.

Na mesma operação, foram detidas 17 pessoas por conduzirem sem carta, três por resistência e coação, duas por desobediência, duas por tráfico de droga, uma por posse de arma proibida e outra por ofensa à integridade física.

Os militares da Guarda Nacional Republicana apreenderam 20,93 doses de liamba e 12,72 doses de haxixe, além de um bastão extensível, arma proibida.

No âmbito da fiscalização rodoviária, foram detetadas 607 infrações, 436 das quais por excesso de velocidade, 59 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei e 43 por falta de inspeção dos veículos

As restantes infrações deveram-se a falta de cinto de segurança ou cadeira para crianças, falhas na sinalização e iluminação ou tacógrafos, uso do telemóvel e falta de seguro.

Foram registados 17 acidentes, com dois feridos ligeiros, no mesmo período.

Europa “está muito mais bem preparada” do que há seis meses, mas vacina só deve chegar no início de 2021

“É muito difícil prever, mas provavelmente só teremos [uma vacina] no início do próximo ano, na melhor das hipóteses e assumindo que os ensaios clínicos têm resultados positivos em termos de eficácia e de segurança”, declara em entrevista à agência Lusa o chefe-adjunto do programa de doenças do Centro Europeu para Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), Piotr Kramarz.

Notando que existe, nomeadamente na Europa, “um grande número de vacinas em preparação em tempo recorde, […] muitas delas já em fase de testes” avançados, o cientista diz à Lusa que o ECDC está a “preparar já planos de monitorização”.

“Para quando a vacina estiver disponível podermos monitorizar a sua eficiência e para garantir que é segura”, refere Piotr Kramarz.

Na passada quinta-feira, a Comissão Europeia oficializou, em nome da União Europeia, a compra de 300 milhões de doses de uma potencial vacina da farmacêutica AstraZeneca, que está em fase avançada de ensaios clínicos de larga escala e com resultados promissores.

A formalização vem no seguimento de um contrato prévio de aquisição assinado pela com a AstraZeneca em meados de agosto, dada a potencial vacina que a empresa britânica está a desenvolver em conjunto com a Universidade de Oxford.

A Comissão Europeia está, também, a discutir acordos semelhantes com outros fabricantes de vacinas, designadamente depois de já ter concluído conversações exploratórias com a Sanofi-GSK (31 de julho), a Johnson & Johnson (13 de agosto), a CureVac (18 de agosto).

Também na quinta-feira, a Comissão Europeia assegurou que, “juntamente com os Estados-membros e a Agência Europeia de Medicamentos, irá utilizar as flexibilidades existentes no quadro regulamentar da UE para acelerar a autorização e a disponibilidade de vacinas bem-sucedidas contra a covid-19, mantendo simultaneamente os padrões de qualidade, segurança e eficácia da vacina”.

Ainda assim, de acordo com Piotr Kramarz, este é um processo que deverá demorar mais alguns meses.

Mas há “boas notícias” relativamente à covid-19 na Europa, de acordo com o cientista.

“Em termos de tratamentos, existe já um autorizado, o Remdesivir, que é um medicamento antiviral usado para pacientes graves”, destaca, numa alusão ao aval dado pela Agência Europeia de Medicamentos para utilizar este fármaco para combater a covid-19.

No final de julho, o executivo comunitário também assinou um contrato de 63 milhões de euros com a farmacêutica Gilead para assegurar tratamentos com Remdesivir na União Europeia.

Outra das boas notícias é que “há mecanismos para testar e identificar os casos de forma eficaz” na Europa, destaca Piotr Kramarz na entrevista à Lusa.

“A capacidade de realizar testes aumentou significativamente e aprendemos bastante sobre o rastreamento de contactos e sobre como contactar as pessoas que estiveram em contacto com infetados, nomeadamente através de aplicações móveis”, reforça o responsável.

E assegura: “Estamos muito mais bem preparados [para enfrentar a pandemia] do que estávamos na primavera”.

Desde logo porque “os países aprenderam muito com esta primeira fase e, por isso, já há bastante preparação nos serviços de saúde”, justifica.

Em todo o caso, o especialista antecipa um “período difícil” de ressurgimento das infeções nos próximos meses, que poderá coincidir com a época da gripe normal, razão pela qual adianta que o ECDC está já “a pedir aos Estados-membros que se preparem para isso”.

Sediado na Suécia, o ECDC tem como missão ajudar os países europeus a dar resposta a surtos de doenças.

Covid-19: Na ilha da Madeira as crianças com mais de 6 anos vão ter de usar máscara nas escolas

“A preparação do início do ano letivo no mês de setembro assenta numa estratégia baseada na articulação entre os profissionais da área da educação e da saúde”, refere a entidade em comunicado, sublinhando que “existe um plano de retoma das atividades letivas segundo as orientações da saúde”.

O tema foi abordado numa reunião, por videoconferência, com dirigentes de saúde ao nível nacional, na qual o secretário da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, referiu também que a região pretende adquirir 56 mil vacinas no âmbito do Programa de Vacinação Contra a Gripe.

O governante sublinhou que o uso de máscara na região é obrigatório e irá contemplar também as crianças com mais de 6 anos.

Em relação à capacidade de testagem ao novo coronavírus, Pedro Ramos disse que o Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Central do Funchal Dr. Nélio Mendonça realiza, atualmente, cerca de 1.800 testes por dia.

Segundo dados divulgados hoje pelo Instituto de Administração da Saúde (IASAÚDE), a Madeira contabiliza um total cumulativo de 158 casos confirmados de covid-19, já com 118 recuperados e 40 ativos.

Em Portugal, morreram 1.815 pessoas das 57.074 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 832 mil mortos e infetou mais de 24,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Covid-19: Governo e lares assinam na próxima semana protocolo para equipas de emergência

A informação foi avançada à Lusa pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), Manuel Lemos, depois de o jornal Eco ter avançado esta tarde que o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (MTSSS) se prepara para avançar com a medida que prevê que equipas de médicos, enfermeiros e auxiliares possam ser recrutadas e mobilizadas pela Cruz Vermelha, em articulação com a Segurança Social, para responder a novos surtos em lares como os que aconteceram em Reguengos de Monsaraz e no Barreiro.

“São uma espécie de ‘task force’ que vai funcionar em cada distrito, com equipas polivalentes. Quando houver um surto, eles vão lá”, disse à Lusa Manuel Lemos, que adiantou que a assinatura do protocolo, que esteve prevista para hoje, passou para a próxima semana.

Ainda sem conhecer todos os pormenores, o presidente da UMP admitiu que as equipas possam ter em cada distrito uma dimensão ajustada ao número de instituições e de utentes ali existentes.

“Não pode ser igual para todo o lado”, afirmou, fazendo ainda um ponto de situação nos lares das misericórdias, com o lar do Barreiro a ser a única instituição tutelada pela UMP com casos de infeção por covid-19, em mais de 700 estruturas detidas pelas misericórdias, e sem registo de qualquer óbito nesta semana.

À Lusa, o MTSSS esclareceu que serão criadas 18 brigadas no país (uma por distrito).

Estas brigadas serão “compostas por médicos, enfermeiros e auxiliares de ação direta”, confirmou fonte oficial do ministério, acrescentando que “as equipas serão geridas pela Cruz Vermelha, com quem o Instituto da Segurança Social irá assinar um protocolo na próxima semana”.

“O objetivo será intervir em lares com situações de surtos graves em que seja necessária intervenção de emergência”, acrescentou.

Na informação adiantada pelo Eco já era referido que a Segurança Social vai criar 18 brigadas de intervenção rápida para reforçar temporariamente os recursos humanos nos lares, estando disponível para financiar diretamente essas equipas de emergência, que devem ser compostas por médicos, enfermeiros, ajudantes de ação direta e auxiliares de serviços gerais.

Recrutadas e mobilizadas pela Cruz Vermelha Portuguesa, em articulação com a Segurança Social, serão destacadas para os lares em situação mais vulnerável de resposta a surtos de covid-19 consoante as suas necessidades pontuais, com comprovada carência de recursos humanos motivada pela própria pandemia, mas também instituições onde ocorram surtos e que seja necessário separar utentes.

As equipas devem obedecer às regras das instituições, não se excluindo que Cruz Vermelha e tutela possam determinar também procedimentos a adotar.

O Eco adianta ainda que sempre que sejam chamados a um lar os profissionais destas equipas serão colocados em quarentena e terão de fazer teste de despiste para a covid-19 quando terminarem o trabalho na instituição e antes de poderem ser colocados noutra.

Portugal contabiliza pelo menos 1.815 mortos associados à covid-19 em 57.074 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

Proença quer público nos estádios tal como na Festa do Avante ou nas touradas

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) defendeu que o estádios de futebol possam ter público “tal como acontece na festa do Avante ou nas touradas”.

Pedro Proença partilhou essa convicção no final da cerimónia do sorteio das competições da LPFP, embora vincando que essa é uma questão que “está nas mãos da Direção-Geral da Saúde [DGS]”.

“Se permitem que na festa do Avante haja público, assim como nas touradas, também podemos criar todas as condições para que, rapidamente, possa haver adeptos no futebol profissional”, disse o dirigente, em referência à pandemia de covid-19.

Pedro Proença vincou, ainda assim, que os clubes “sabem que há valores, como a Saúde, que, neste momento, não se podem ultrapassar”, mas lembrou que “o futebol vive para os espetadores”.

“O que pedimos é que haja uma equidade para o futebol em relação a outras atividades”, vincou.

O líder da LPFP recuperou “a forma exemplar” como o organismo conseguiu “terminar a competição [I Liga] na época passada”, depois de esta ter sido interrompida em março devido à pandemia de covid-19, assumindo estar preparado “para adicionar público” esta temporada.

A Liga de Clubes já anunciou a intenção de ter adeptos nas bancadas na ‘final four’ da Taça da Liga, no Estádio Municipal de Leiria, mas acredita que “muito antes” o público possa ver ao vivo as outras competições.

“Temos a expectativas que coisas aconteçam antes da ‘final four’ em Leiria. O documento que entregámos na DGS vai nesse sentido, que essa antecipação do regresso aconteça antes [de janeiro]. Mas é o quadro pandémico que vai determinar a tomada de posição da DGS”, disse Pedro Proença.

O líder da LPFP garantiu que “os clubes sempre se sujeitaram às regras da Direção-Geral da Saúde e continuarão a fazê-lo”.

A I Liga de futebol arranca no fim de semana de 19 e 20 de setembro e termina no dia 19 de maio de 2021.

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