Covid-19: Famílias entre 35 e 44 anos são as mais afetadas pela queda de rendimentos

Um estudo do Banco de Portugal conclui que as famílias que têm indivíduos entre 35 e 44 anos são as mais afetadas pela queda dos rendimentos e as famílias de menores rendimentos as mais beneficiadas pelas moratórias dos créditos.

O Banco de Portugal divulgou hoje o Boletim Económico, que inclui um estudo sobre os efeitos da crise da pandemia covid-19 no rendimento das famílias.

Segundo o estudo, em média, e após as medidas de apoio ao rendimento postas em prática pelo Governo (‘lay-off’ e apoio a trabalhadores independentes) e as moratórias dos créditos e regime excecional para pagamento das rendas, o rendimento disponível das famílias tem uma redução de cerca de 5%, decorrente de uma redução de 8,2% do rendimento do trabalho.

De acordo com o estudo, o efeito da pandemia é variável por grupos de famílias, sendo que a pandemia não teve qualquer impacto no rendimento para um número considerável de famílias, “principalmente o caso das famílias que não têm rendimentos do trabalho e aquelas em que todos membros trabalham em setores não afetados pela pandemia, que representam cerca de 50% do total de famílias”.

Já quanto ao impacto negativo no rendimento disponível, este é mais acentuado nas famílias com rendimento mais elevado e nas famílias de escalões etários mais jovens, sobretudo nas famílias entre 35 e 44 anos (com uma queda do rendimento disponível de 9,8% e do rendimento do trabalho de 10,9%).

O estudo explica que o impacto no rendimento das famílias é maior quanto mais alto era o rendimento prévio à pandemia, referindo que no grupo de 20% de famílias com rendimento mais baixo o rendimento disponível médio reduziu-se 2,4%, enquanto no grupo de 10% das famílias com rendimento mais elevado a redução do rendimento foi de 7,8%.

Sobre o facto de a maior redução no rendimento médio do trabalho estar sobretudo nas famílias de rendimento mais elevado, o Banco de Portugal relaciona com o facto de tanto o rendimento do ‘lay-off’ como o apoio aos trabalhadores independentes ter um teto máximo.

Por outro lado, o impacto mais reduzido nas famílias com rendimento mais baixo “decorre do menor peso do rendimento do trabalho nestas famílias, nas quais têm uma maior importância as pensões de reforma e outras transferências públicas”, como apoios sociais, acrescenta.

Já se for apenas considerado o rendimento do trabalho, as famílias com menor rendimento disponível têm uma redução ligeiramente mais acentuada do que a média, o que se relaciona com o facto de as pessoas dessas famílias trabalharem mais “em setores mais afetados pela pandemia ou em segmentos que não beneficiam das medidas de apoio ao rendimento”.

Quanto à análise por escalão etário, o Banco de Portugal conclui que a redução de rendimento disponível é “bastante mais significativa nas famílias em que o indivíduo de referência está em idade ativa do que nas restantes”.

A classe etária mais impactada pela epidemia (quer no rendimento líquido quer apenas no rendimento do trabalho) é a que tem indivíduos entre 35 e 44 anos, com uma queda do rendimento disponível de 9,8% e do rendimento do trabalho de 10,9%.

O Banco de Portugal avaliou também a capacidade de as famílias financiarem as suas despesas de consumo básicas, a habitação e as responsabilidades financeiras, através do rendimento e da riqueza disponível no curto prazo (medida pelos depósitos líquidos de dívidas que se vencem no curto prazo, como dívidas de cartões de crédito).

Esta análise também teve em conta as medidas de apoio às famílias, como medidas de apoio ao rendimento (‘lay-off’), moratórias de crédito e o regime excecional de mora no pagamento da renda.

Segundo o Banco de Portugal, “metade das famílias podem financiar no máximo três meses e meio das despesas associadas a consumo de bens não duradouros e serviços e a encargos com dívida e rendas na ausência de qualquer rendimento”.

As famílias de rendimentos mais baixos conseguem apenas “pagar pouco mais de um mês de despesas recorrendo a riqueza disponível no curto prazo”, enquanto “com rendimentos mais elevado as famílias dispõem de recursos suficientes para financiar mais de um ano de despesas na ausência de rendimento”.

O Banco de Portugal analisou ainda o valor médio do rendimento deduzido de despesas antes e após a pandemia e também excluindo e incluindo medidas de apoio ao rendimento e moratórias de crédito e de rendas.

Segundo as conclusões, no conjunto das famílias, o valor médio do rendimento deduzido de despesas reduz-se cerca de 8% quando se consideram todas as medidas de apoio as famílias.

Já se forem consideradas apenas as medidas de apoio ao rendimento a redução é maior, de cerca de 14%.

Segundo o Banco de Portugal, o principal fator a justificar este efeito é a moratória dos créditos à habitação, que tem impacto ainda mais positivo nas famílias de menores rendimentos e nas mais jovens.

O Banco de Portugal relaciona o facto de o impacto das moratórias de crédito ser particularmente favorável nas famílias de menores rendimentos com o facto de as despesas terem um maior peso nessas famílias.

“De facto, quando se considera o efeito das moratórias, o rendimento deduzido de despesas tem inclusivamente um ligeiro acréscimo na classe de rendimento mais baixa, o que contrasta com uma redução de cerca de 10% na classe de rendimento mais elevada”, refere o Banco de Portugal.

A semana passada, o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, defendeu no parlamento que as moratórias de pagamento de créditos (que pela lei do Governo duram até setembro) devem ser prolongadas ao máximo, de forma a evitar o crescimento do crédito malparado.

“A presente moratória tem duração de seis meses. Terá de ser equacionada a duração dessa moratória e eu diria uma extensão tão longa quanto possível. Essa decisão terá de ser tomada em tempo útil para que os créditos objeto da moratória não caiam numa classificação que indicie incumprimento, sob pena de penalizar o capital dos bancos”, disse Carlos Costa.

Por escalão etário, considerando todas as medidas, a maior redução do rendimento deduzido de despesas ocorreu nas famílias mais jovens, em particular, naquelas cujos membros têm 35 e 44 anos.

João Marques já reagiu à subida: «o mais importante foi como o clube olhou para a futebol feminino»

O treinador da equipa feminina do FC Famalicão já reagiu à subida da equipa ao escalão maior do futebol nacional. João Marques assume que «o mais importante neste projeto foi a forma como o clube olhou para o futebol feminino, com uma confiança de toda a estrutura e na figura do presidente, que sempre nos deu condições para realizar este trabalho».

Como consequência dessa aposta e perante a decisão da Federação Portuguesa de Futebol a subida «é um prémio pelo trabalho da equipa. A decisão administrativa acabou por reconhecer, não da forma como queríamos, o trabalho que fizemos, porque dentro de campo, em todos os jogos, demonstrámos ser a melhor equipa do escalão e tenho a firme convicção de que este seria o desfecho se o campeonato fosse levado até ao fim», assume o treinador.

Recorde-se que na próxima temporada o principal escalão do futebol feminino vai ter 20 equipas, divididas, numa primeira fase, em duas séries de 10 equipas a norte e 10 a sul. A decisão da FPF foi comunicada oficialmente ao início da tarde desta quarta-feira, num comunicado onde se explica o alargamento de 12 para 20 equipas como forma de «sustentação e crescimento através do incentivo a melhores recursos humanos nos clubes com equipas femininas».

Agora «é tempo celebrar de forma contida pelas circunstâncias, mas também de olhar o futuro e preparar a nova temporada, que terá nova exigência mas à qual saberemos dar resposta com vitórias e alegrias a todos os famalicenses», promete o presidente do clube, Jorge Silva.

PSD promove conversa sobre a sustentabilidade social

“Sustentabilidade Social” é o tema da próxima sessão das “Segundas na Sede”, tendo como oradora Helena Correia, diretora do Curso Técnico de Geriatria da Didáxis e membro do projeto Cuidar Maior, criado para dar informação, disponibilizar formação e responder a todas as necessidades do cuidador informal.

Esta sessão é promovida pelas MSD – Mulheres Social Democratas e decorrerá a partir das 21 horas de segunda-feira, 11 de maio, na plataforma Zoom, com transmissão em direto na página de Facebook do PSD de Vila Nova de Famalicão.

A participação na conversa através do Zoom carece de inscrição prévia. Os interessados devem efetuar o pedido através do envio de uma mensagem privada para a página de Facebook do PSD, em www.facebook.com/PSDVNFamalicao/

Trezentos jovens em reflexão sobre o Dia da Europa

A Câmara Municipal de Famalicão assinala o Dia da Europa, que se comemora no sábado, dia 9, com uma reflexão sobre o tema “A participação juvenil em tempos de distanciamento social”.

Desta sexta-feira a domingo cerca de 300 jovens participam neste debate, sempre através de plataformas online. Foram 19 fóruns de discussão, envolvendo jovens do 8.º ao 12.º anos, dos Agrupamentos de Escolas e Escolas Profissionais de Famalicão.

Nestes fóruns, promovidos pelo programa “Ser Europa”, do pelouro da Educação, serão discutidos os deveres e os direitos dos jovens europeus no atual contexto, as mudanças a que foram obrigados e os ajustamentos que estão a ser feitos e que cada um teve que passar. Os debates são orientados pelos técnicos do programa “Ser Europa”, professores convidados e antigos jovens do programa que se encontram agora a trabalhar ou na Universidade e são considerados modelos de envolvimento social. Em alguns grupos estarão presentes jovens que estão em Portugal a fazer Serviço Voluntário Europeu e envolvidos em projetos do Corpo Europeu de Solidariedade.

Os vários fóruns de discussão darão origem a um documento comum que será partilhado com as associações de estudantes do concelho de Vila Nova de Famalicão.

Nas palavras do vereador da Educação, Leonel Rocha, «é fundamental que no atual contexto de pandemia, em que se exigem respostas europeias ao nível da solidariedade entre países, que os jovens sejam envolvidos e auscultados».

Apesar da atual situação de confinamento, o programa Ser Europa manteve a sua capacidade de resposta. Todos os grupos de capacitação do projeto que trabalham a partir dos princípios da Pedagogia Participativa e Educação para a Cidadania Global continuam a reunir de forma semanal a partir das plataformas online. Assistiu-se, inclusive, a uma maior participação dos jovens a quem o projeto chega.

Este trabalho tem sido feito em coordenação com os Agrupamentos de Escolas, Escolas Profissionais e restantes parceiros institucionais do programa.

Futebol feminino do F.C.Famalicão sobe à primeira divisão

A equipa feminina do Futebol Clube de Famalicão garantiu um lugar na próxima edição do campeonato nacional da primeira divisão.

Depois da paragem dos campeonatos, em virtude do Covid-19, a Federação tinha anunciado que não haveria subidas nem descidas, mas acabou por premiar as melhores equipas da segunda divisão, entre as quais está a do Futebol Clube de Famalicão.

Recorde-se que ao longo da primeira e segunda fases do campeonato, a equipa treinada por João Marques venceu todos os jogos.

É um momento singular para este projeto de futebol feminino que arrancou esta época

Jorge Silva – Presidente do Futebol Clube de Famalicão

B.V.Famalicão recebem ambulância oferecida pelo INEM

Os Bombeiros Voluntários de Famalicão receberam um novo veículo para a prestação do socorro.

A ambulância, oferecida pelo INEM, surge fruto de um protocolo, assinado no passado mês de novembro, entre várias corporações do país e o Instituto Nacional de Emergência Médica.

O veículo, uma Mercedes Benz VCL, foi apresentado pela direção à comunidade esta quarta-feira, dia em que se assinalam 130 anos desta real associação humanitária.

Esta renovação de ambulâncias corresponde a um investimento do estado superior a 3,7 milhões de euros e visa “melhorar as condições de operacionalidade” do sistema de emergência e reforçar a capacidade de resposta aos pedidos de ajuda.