Covid-19 provoca queda das exportações têxteis

Os dados do INE confirmam que as exportações do têxtil e vestuário sofreram uma quebra de 19% no mês de março, face ao mesmo mês do ano anterior. No 1.º trimestre, Portugal exportou 1.277 milhões de euros e importou 1.013 milhões de euros, -10% do que em igual período do ano transato.

Ainda assim, a Balança Comercial dos Têxteis e Vestuário, no 1.º trimestre de 2020, registou um saldo de 264 milhões de euros e uma taxa de cobertura de 126%.

Houve uma quebra nas exportações em quase todos os artigos, com exceção de pastas, feltros e artigos de cordoaria, que tiveram um aumento de 8,4%, correspondendo a 6,3 milhões de euros; um aumento também de exportações de matérias-primas de algodão, incluindo fios e tecidos, de 2,3 milhões de euros (5,8%), e de outras fibras têxteis vegetais, incluindo fios e tecidos, com aumento de 268 mil euros (10,7%).

Em termos globais, o vestuário foi a categoria de produtos com pior desempenho, registando uma quebra de 66 milhões de euros, ou seja, – 8,1%.

Covid-19: DGS diz que é cedo para avaliar reflexos do desconfinamento

A diretora-geral da Saúde disse hoje que “ainda é cedo” para avaliar o impacto das medidas de desconfinamento nos novos casos de infetados por covid-19, mas apelou aos cidadãos para manterem a precaução e não relaxarem.

Questionada na conferência de imprensa diária sobre a pandemia em relação aos reflexos do desconfinamento nos novos casos de infeção, Graça Freitas respondeu que “talvez seja um bocadinho cedo” para fazer essa avaliação.

“Com desconfinamento ou não, o nosso comportamento tem de ser de precaução, precaução, precaução”, apelou.

A diretora-geral alertou que “não se pode relaxar as medidas”, justificando que “nos sítios onde há relaxamento das medidas de distância física e de controlo da infeção surgem focos da doença”.

A responsável insistiu que “a doença não desapareceu, o vírus está a circular e apenas uma percentagem mínima da população foi atingida por esse vírus e terá imunidade”, motivo pelo qual “todos os que não tiveram a doenças estão suscetíveis ao risco”.

Graça Freitas relacionou o aumento médio de novos casos de infeção no país com o surto numa empresa da Azambuja, no distrito de Lisboa, onde existem 101 trabalhadores infetados e outros três casos relacionados, e com a realização de rastreios, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo.

“Lisboa e Vale do Tejo está a testar muita gente e, quando se testa, é habitual encontrar-se casos positivos assintomáticos”, justificou.

As autoridades continuam a investigar as causas do aumento médio diário de novos casos de infeção, quer a nível nacional, quer em Lisboa e Vale do Tejo, região onde “aparentemente são multifatoriais”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 269 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.114 pessoas das 27.268 confirmadas como infetadas, e há 2.422 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

Covid-19: Festivais são permitidos com lugar marcado e reembolsos só em 2022

Os festivais de música e espetáculos “de natureza análoga”, marcados até 30 de setembro, só serão permitidos com lugares marcados e regras de distanciamento, e o reembolso de bilhetes só em 2022, segundo a proposta de lei hoje revelada.

De acordo com o documento, que deu hoje entrada no Parlamento e que será discutido no próximo dia 14, é aberta uma exceção à proibição anunciada na quinta-feira pelo Governo sobre o calendário de festivais de música de verão e outros eventos semelhantes.

“Até 30 de setembro, os espetáculos podem acontecer em recinto coberto ou ao ar livre, com lugar marcado e no respeito pela lotação especificamente definida pela Direção-Geral da Saúde em função das regras de distanciamento físico que sejam adequadas face à evolução da pandemia da doença COVID-19”, lê-se na proposta.

A proposta é aplicável ao reagendamento ou cancelamento de espetáculos não realizados entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e 30 de setembro de 2020.

Quem comprou bilhete para eventos dentro daquele período, só poderá pedir o reembolso a partir de 01 de janeiro de 2022.

Até lá, pode pedir a troca do bilhete por um vale “de igual valor ao preço pago”, válido até 31 de dezembro de 2021, e esse vale pode ser utilizado na “aquisição de bilhetes de ingresso para o mesmo espetáculo a realizar em nova data ou para outros eventos realizados pelo mesmo promotor”.

“Caso o vale não seja utilizado até ao dia 31 de dezembro de 2021, o portador tem direito ao reembolso do valor do mesmo, a solicitar no prazo de 14 dias úteis”, lê-se no documento.

Covid-19: Jogadores do FC Famalicão novamente testados

Esta sexta-feira, o FC Famalicão realizou testes de rastreio zaragatoa/PCR a todos os jogadores, elementos da equipa técnica e staff de apoio à equipa principal.

Tratou-se de mais um procedimento no âmbito do plano de retoma da competição. Recorde-se que os jogadores, elementos da equipa técnica e staff já tinham cumprido testes serológicos para avaliação da resposta imunitária ao novo coronavírus no dia em que voltou aos treinos.

Fradelos reabriu cemitério

A junta de freguesia de Fradelos já reabriu o cemitério.

Numa nota publicada na rede social facebook, a junta apela para que a população evite concentrar-se naquele espaço, lembrando também que o uso de máscara de proteção individual é obrigatório.

https://www.facebook.com/jffradelos/posts/1594142780747332