Pequenos escritores, pequenos ilustradores, grandes artistas

Mais de uma centena de crianças do 1.º ciclo do ensino básico do concelho de Vila Nova de Famalicão vão lançar esta sexta-feira, 1 de junho, pelas 10h00, na Casa de Camilo, em S. Miguel de Seide, o seu primeiro livro de contos e ilustrações. A sessão conta com as presenças do presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e do diretor da Casa de Camilo José Manuel Oliveira.

“Aventuras de Ricardina e Eugénia” é o título do livro inspirado na obra de Camilo Castelo Branco “O Retrato de Ricardina”, publicada em 1868, estando a comemorar 150 anos da sua primeira edição.

O livro de contos e ilustrações é fruto de uma iniciativa promovida pelos serviços educativos da Casa de Camilo que já vai na sua 13.ª edição. A juntar ao atelier de escrita criativa, orientado pelo escritor Pedro Chagas Freitas, junta-se, este ano, pela primeira vez, um atelier de ilustração, ministrado Gabriela Sotto Mayor, ilustradora e designer. “E o resultado é extraordinário”, refere a propósito o diretor da Casa de Camilo. Tão extraordinário que a par do lançamento do livro, será inaugurada uma exposição com as ilustrações, na Galeria do Centro de Estudos Camilianos.

Para o responsável, este atelier de ilustração constitui “uma experiência única para estas crianças e uma grande oportunidade para todos”. E acrescenta: “Com esta iniciativa vamos atrair até à Casa de Camilo os pais, os avós e familiares destas crianças que vão querer ver de perto a exposição e assim vamos criar e alimentar os laços emocionais com a memória camiliana”.

Para o presidente da Câmara Municipal, “a qualidade da gigantesca e extraordinária obra ficcional de Camilo Castelo Branco constitui uma fonte de ideias e de criatividade para as novas gerações”. E acrescenta: “o contacto com a sua obra é também uma forma dos mais novos conhecerem o universo camiliano e fortalecerem os laços com a Língua Portuguesa, através da leitura e da escrita.”

Constituído por cinco contos ilustrados e 37 páginas, a obra “Aventuras de Ricardina e Eugénia” contou com a participação dos alunos do Centro Escolar de Antas, da EB de Castelões, da EB de Lousado, da EB de Lagarinhos e da EB/JI de Barranhas.

Entretanto, a sessão iniciará com a encenação de um dos contos a cargo dos alunos do 3.º ano da Escola Conde S. Cosme de Famalicão.

GNR pode aplicar coimas por falta de limpeza de terrenos a partir de sexta-feira

A Guarda Nacional Republicana (GNR) pode começar, a partir de sexta-feira, a aplicar coimas por incumprimento na limpeza de terrenos, que variam entre 280 e 120.000 euros, dando assim seguimento aos mais de 800 autos de contraordenação levantados. No âmbito dos prazos estabelecidos, nomeadamente a data de 15 de março para todos os proprietários assegurarem os trabalhos de gestão de combustível florestal, o Governo aprovou um decreto-lei para que não fossem aplicadas coimas até 31 de maio (quinta-feira).

Neste sentido, os 807 autos de contraordenação levantados pela GNR entre 02 de abril e 20 de maio podem ficar sem efeito se os proprietários assegurarem a limpeza dos terrenos até quinta-feira, já que as coimas começam a ser aplicadas a partir de sexta-feira. Em caso de incumprimento, os proprietários ficam sujeitos a coimas, que podem variar entre 280 euros e 10.000 euros, no caso de pessoa singular, e entre 3.000 euros e 120.000 euros, no caso de pessoas coletivas. “No corrente ano, a GNR deteve já 74 pessoas pelo crime de incêndio florestal”, avançou fonte do Ministério da Administração Interna (MAI), em resposta a questões colocadas pela Lusa, indicando que a prevenção dos incêndios florestais é uma das prioridades das autoridades, pelo que foi desenvolvido “um esforço significativo nas fiscalizações e ações de sensibilização”.

De acordo com os dados da GNR, as ações de fiscalização, patrulhamento e vigilância da floresta contam com 1.010 elementos do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), com 708 militares e 302 guardas florestais, e 1.064 militares do Grupo de Intervenção, Proteção e Socorro (GIPS), destacando-se que “o GIPS será ainda empenhado no combate a incêndios em ataque inicial e ataque ampliado”. No âmbito da campanha de sensibilização para a importância da gestão de combustíveis, “foram desenvolvidas em todo o território nacional 9.253 ações de sensibilização, nas quais estiveram presentes 128.312 pessoas”. “O balanço foi, e continua a ser, muito positivo, considerando o empenho e a preocupação de todos os intervenientes nesta temática e a mudança de mentalidades, num curto espaço de tempo, no que diz respeito à necessidade da gestão de combustíveis e da adoção de comportamentos de autoproteção”, afirmou o MAI, em resposta escrita à Lusa, destacando o trabalho dos municípios em termos de sensibilização das populações. Em relação às principais dificuldades manifestadas pelos cidadãos, o MAI indicou que “estavam diretamente relacionadas com o saber ‘como’ realizar a gestão de combustível, ‘quando’ e ‘onde’ deveriam intervir”. “A GNR, através do SEPNA e da Linha SOS Ambiente, colocou ao dispor da sociedade um atendimento personalizado, que esclareceu cerca de cinco mil pessoas sobre como realizar a gestão de combustível”, referiu o ministério.

A Lusa solicitou um balanço por parte da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), que disse apenas ter “a ideia geral de que os municípios estão, como sempre, a realizar os trabalhos de limpeza necessários nas faixas de gestão de combustível”, explicando que a associação, “no respeito pela autonomia municipal, não tem o direito de perguntar a cada município o que faz ou não faz”. Inserido no Orçamento do Estado para 2018, o Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível, que introduz alterações à lei de 2006 do Sistema de Defesa da Floresta Contra Incêndios, estabeleceu que, até 15 de março, “os proprietários, arrendatários, usufrutuários ou entidades que, a qualquer título, detenham terrenos confinantes a edifícios inseridos em espaços rurais, são obrigados a proceder à gestão de combustível”. Perante o incumprimento dos proprietários do prazo de 15 de março, as Câmaras Municipais têm de garantir, até 31 de maio, a realização de todos os trabalhos de gestão de combustível. Além dos prazos estabelecidos para este ano, o Regime Excecional das Redes Secundárias de Faixas de Gestão de Combustível definiu que as coimas por incumprimento “são aumentadas para o dobro”, passando a coima mínima a ser de 280 euros e a máxima de 120.000 euros.

Minho sai às ruas contra a eutanásia

Esta segunda feira à noite aconteceram mais de uma dezena de vigílias e manifestações, um pouco por todo o país, contra os projetos lei da Eutanásia. No Minho saírem às ruas centenas e centenas de pessoas em perto de 10 localidades, onde a palavra de ordem foi “Cuidar até ao fim”.

A Norte do país, nos distritos de Viana e Braga as ações alargam-se a inúmeras localidades, com registos a chegar de Amares, Barcelos, Famalicão, Guimarães, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Vieira do Minho, tendo as populações se juntado em simultâneo, pelas 21h30, junto das respetivas Câmaras Municipais.

O movimento espontâneo “Toda a Vida tem Dignidade – Braga” constituído há apenas 5 dias e que levou a cabo estas ações, indicou “a adesão da população foi impressionante e contamos com o apoio das mais variadas personalidades públicas e políticas, confirmando que este é um assunto transversal à sociedade e que não devi ser partidarizado deste forma”.

Este grupo de cidadãos pediu nas ruas aos deputados que “não aprovem uma lei à pressa, na qual não se reveem, que não lhes foi devidamente apresentada e que desprotege os mais frágeis atentando contra a sua vida dos cidadãos que estão em casos limite e que o Estado tem o dever de cuidar”. No discurso de encerramento mostrou-se contra as propostas de legalização da eutanásia, porque acredita “numa sociedade que não abandona as pessoas doentes, antes cuida e acompanha todos, especialmente os mais fragilizados”. Fonte da organização afirma: “Preferimos uma sociedade solidária a uma sociedade indiferente”.

Seguindo o exemplo de países desenvolvidos, como é o caso recente da Finlândia, este Movimento defende que “o nosso país deverá ter agora uma aposta forte numa Rede Nacional Cuidados Paliativos, um SNS que cuide até ao fim e não um SNS que feche as portas da vida antes do tempo!”

Decorreram ações em Aveiro, Braga, Coimbra, Lisboa, Porto e Viseu, e ainda no Rio de Janeiro, Macau, Hong Kong, Nova Iorque, San José e San Leandro nos EUA.

Turco e búlgaro julgados por produção de canábis

Com tecnologia de ponta, dois indivíduos, um de nacionalidade turca e outro búlgara, estão a ser julgados em Guimarães por serem, alegadamente, os responsáveis pela produção “industrial” de canábis em estufas localizadas em Famalicão e Matosinhos.

Os 5500 pés de canábis estão avaliados em 250 mil euros, mas os suspeitos, de 40 e 43 anos, disseram agora em tribunal que são “agricultores” e que não conhecem o patrão. O caso foi desvendado pela GNR de Barcelos, através do Núcleo de Investigação Criminal, sendo que a produção de droga tinha como destino final a Holanda, de onde seria o alegado cabecilha. No tribunal os suspeitos, que estão em prisão preventiva, mostraram arrependimento e «juram a pés juntos» que são trabalhadores agrícolas.

Os militares apanharam os dois suspeitos quando saíam numa carrinha térmica de um dos armazéns de droga em Ribeirão, Famalicão em junho do ano passado. Esta foi uma das maiores apreensões deste tipo de droga em Portugal.

Professores marcam greve às avaliações a partir de 18 de junho

Os sindicatos de professores marcaram esta segunda feira greve às reuniões de avaliação do ensino básico e secundário, e também pré-escolar, a partir de 18 de junho, mas admitindo que a paralisação possa prolongar-se até julho.

Os oito sindicatos e as duas federações do setor que assinaram a declaração de compromisso com o Governo em novembro do ano passado anunciaram ter decidido «marcar greve à atividade de avaliação a partir do dia 18 de junho, com incidência nas reuniões de conselho de turma dos 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade, bem como, a partir de 22 de junho, às reuniões da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, prevendo que, num primeiro momento, a greve se prolongue até final de junho, podendo continuar em julho».

Os sindicatos têm agendadas reuniões com o Ministério da Educação para 4, 5 e 6 de junho, mas decidiram avançar já com o anúncio de greve às avaliações, responsabilizando a tutela por isso.

ATC promove alternativa ao Mundial de Futebol

A ATC – Associação Teatro Construção, de Joane, promove um programa alternativo ao Mundial de Futebol. Assim, entre os dias 15 e 30 de junho, vai realizar o “Jazz na Caixa” para animar Joane e o centro de Famalicão.

A iniciativa conta com o apoio da Câmara de Famalicão e d’ O Eixo do Jazz – Associação Luso-Galaica para a Promoção do Jazz. «Da conjugação deste vértice organizativo nasce um ciclo de concertos intimistas cujo embrião teve início em outubro passado, a título experimental, bem à laia de um ensaio, com os concertos a terem lugar no auditório do Centro Cultural da Juventude de Joane, sob a égide da ATC». Segundo a ATC, trata-se de um contraponto à de Pandora, pois na verdade esta Caixa vai revelar algo que vale mesmo a pena ser conhecido». O segredo do “cofre jazzístico” vai ser divulgado através de uma conferência de imprensa, dia 5 de junho.

No cerne da programação estarão grandes nomes do meio jazzístico nacional e galego e não só, num total de sete concertos.