Câmara de Famalicão lança guia de procedimentos contra a violência doméstica

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher foi assinalado esta quarta-feira, dia em que Famalicão reuniu os parceiros sociais para analisar o problema em tempo de pandemia. A vereadora da Família, Sofia Fernandes, alerta para um problema que afeta toda a sociedade, mas sobretudo mulheres, idosos e crianças.

Sofia Fernandes sublinha que o confinamento tem aumentado o número de queixas de violência doméstica, porque há uma maior proximidade entre agressores e vítimas. A vereadora está também preocupada com a falta de acompanhamento aos agressores por parte da saúde mental.

Com o objetivo de sensibilizar a comunidade, a Câmara Municipal de Famalicão vai lançar um guia de procedimentos para atuar em caso de suspeita de violência doméstica.

Segundo a vereadora Sofia Fernandes, é preciso começar na juventude e comunidade escolar. A autarca acredita que será nas faixas etárias mais baixas que se pode obter mais ganhos na luta contra a violência.

Famalicão: Câmara mantém abertos serviços essenciais nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro

A Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão acaba de anunciar que vai manter em funcionamento os serviços essenciais como o atendimento ao público, nas próximas duas segundas-feiras, vésperas de feriado: dias 30 de novembro e 7 de dezembro.

Muito embora tenha decidido dar tolerância de ponto aos funcionários municipais, na sequência da resolução do Governo, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, optou por manter abertos os serviços de atendimento do Balcão Único, Água e Saneamento e Ação Social, no horário entre as 9h00 e as 15h00.

Ainda nestes dias estarão ativos o piquete de águas e os serviços de recolha de lixo.

Deste modo, refere Paulo Cunha, «ao assegurarmos o acesso a estes serviços públicos essenciais, estamos a contribuir para que não haja uma elevada concentração de utentes nos dias a seguir aos feriados, nos respetivos espaços». O autarca assinala, ainda, que existem serviços que têm tido uma grande procura diária como é o caso da Ação Social, em virtude do encerramento da delegação da Segurança Social em Famalicão. «Os famalicenses estão a recorrer aos serviços da Ação Social, em busca de ajuda e esclarecimentos e o município não pode deixar as pessoas desamparadas e sem respostas».

Recorde-se que os serviços de Segurança Social e Registo Civil de Famalicão fecharam para atendimento ao público, na passada semana. A situação deve-se a casos positivos à covid-19 de funcionários e ao isolamento profilático de outros.

Famalicão: Ministra da Saúde visitou hospital de Famalicão

Marta Temido, ministra da Saúde, passou, ao final da manhã pelo Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

Esteve reunida com o Conselho de Administração com o qual analisou o trabalho hospitalar de combate à pandemia covid-19. O encontro serviu, também, para perceber a atual capacidade de resposta do hospital face ao aumento de casos de internamento.

Esta foi uma visita integrada no périplo que Marta Temido realizou, esta quarta-feira, por unidades hospitalares da região Norte.

Covid-19: + 5290 casos + 71 mortes

Segundo o último relatório da Direção-Geral da Saúde, Portugal registou, nas últimas 24 horas, mais 5290 casos de infeção e 71 óbitos.

A maioria dos novos casos foram notificados na região Norte, com 3.224 novas infeções, 61% do total de novos diagnósticos de covid-19.

Em relação a terça-feira, há 5.123 recuperados.

 

Pagamento do IVA trimestral a prestações já está disponível

A medida que permite fasear em três ou seis prestações o IVA trimestral que tem de ser pago até dia 30 já está disponível no portal das finanças, disse hoje o secretário de Estado Adjunto e dos Assuntos Fiscais.

“Desde ontem [terça-feira] que já está disponível no portal das finanças essa adesão e já foram várias as empresas que o fizeram”, afirmou Mendonça Mendes no debate sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021).

Este regime extraordinário de diferimento de obrigações fiscais foi aprovado no Conselho de Ministros de sábado, dirige-se às micro, pequenas e médias empresas e determina que o IVA tem ser pago até dia 30 ou em três ou seis prestações mensais, sem juros.

No início da pandemia, o Governo avançou com medidas para fasear pagamentos do IVA e, segundo António Mendonça Mendes, foram diferidos 1.200 milhões de euros “em planos prestacionais ou de três ou seis meses e que terminaram agora em novembro”.

“O término representou uma taxa de incumprimento de cerca de 3%”, o que revela que a medida resultou num apoio efetivo à tesouraria das empresas, acrescentou o governante.

Mendonça Mendes referiu ainda que no segundo trimestre 67 mil empresas tinham aderido a este regime.

Sobre o IVAucher, medida que será votada esta tarde na especialidade, o secretário de Estado considerou que “não será o alfa e ómega, mas um importante contributo para a valorização dos setores” da restauração, alojamento e cultura.

É uma iniciativa que é necessário “planear com tempo”, disse Mendonça Mendes, estimando que haverá “condições normais” para implementar em plenitude este programa.

As votações da proposta de OE2021 na Comissão de Orçamento e Finanças e das cerca das 1.500 propostas de alteração começaram na sexta-feira e terminam hoje, estando a votação final global prevista para quinta-feira.

 

Federação Nacional dos Sindicatos dos Enfermeiros pondera greve nacional

A Federação Nacional dos Sindicatos de Enfermeiros (Fense) realiza hoje um Dia de Luto e pondera uma greve nacional caso o Governo não retome as negociações do acordo coletivo de trabalho e proceda a novas contratações.

“Hoje é um protesto simbólico, mas aguardamos dias melhores, ou seja, dias que não tenham as características dos atuais, para fazermos uma greve nacional a sério, para ensinar este Governo que tem muito pouca consideração pelos enfermeiros”, afirmou José Azevedo, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros, que integra a Fense, com o Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPenf).

Em conferência de imprensa, José Azevedo referiu que “dado que estamos numa situação de pandemia e a população precisa dos enfermeiros”, estes não podem “manifestar objetivamente” a sua “revolta contra a forma como estão a ser tratados”.

“É por isso que recorremos aos símbolos”, sublinhou o dirigente sindical, referindo-se ao Dia de Luto Nacional, que inclui um minuto de silêncio agendado para as 15:00 e aos laços/braçadeiras utilizados em “todas as unidades funcionais” pelos enfermeiros que decidiram aderir ao protesto.

Este dia é “a reafirmação de que não aceitamos ser vítimas desta governação e exigimos aquilo que é nosso por direito próprio, ou seja, o descongelamento das progressões para todos, segundo as regras aplicáveis à Carreira Especial de Enfermagem e a conclusão urgente do Acordo Coletivo de Trabalho da Fense”, acrescentou.

No entender dos dirigentes da Fense, “o custo do justo enquadramento remuneratório e do descongelamento das progressões dos enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é de 597 milhões de euros”.

A federação refere que “bastaria um terço do valor que vai ser empregue na TAP (1.700 milhões de euros) para acabar com as injustiças e desigualdades nas remunerações e progressões dos Enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde”.

Num documento distribuído aos jornalistas, a Fense lembra que “o Orçamento do Estado para 2021 prevê para a Saúde a verba de 12,565 mil milhões. Este OE, relativamente a 2020, contempla mais 1.176 milhões de euros com despesas com o pessoal (sobretudo, novas contratações)”.

“As despesas com pessoal são cerca de um terço do orçamento global para a saúde, ou seja, cerca de 4 mil milhões, pelo que o pagamento aos enfermeiros do novo enquadramento remuneratório e após progressões, de acordo com a legislação específica (Carreira Especial de Enfermagem), teria um impacto de cerca de 5% no orçamento global e cerca de 10% nas despesas com pessoal”, sustenta.

Para o descongelamento das progressões, segundo as regras aplicáveis à Carreira Especial de Enfermagem, “seriam necessários mais 308 milhões de euros anuais”, acrescenta a Fense, apelando para que seja colocado “um ponto final nas injustificáveis injustiças e desigualdades criadas em 2005, agravadas em 2009 e não resolvidas até ao dia de hoje”.

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