Covid-19: PS Famalicão preocupado com o crescimento acentuado de novos infetados no concelho

A concelhia de Vila Nova de Famalicão do Partido Socialista está preocupada com os número de famalicenses infetados pelo vírus da Covid-19.

O PS teme que crescimento acentuado de casos se prolongue nas próximas semanas e, por isso, decidiu deixar uma apelo à comunidade:



O Partido Socialista de Famalicão lança um forte apelo a todos os Famalicenses: achatar a curva de contágios é o nosso dever cívico.
Usar máscara, manter o distanciamento físico e higienizar as mãos, são atos de responsabilidade que devemos de cumprir e que farão toda a diferença.
Não podemos facilitar, por nós, pelos nossos familiares e amigos, principalmente os mais frágeis.
Imbuídos de um grande sentido de solidariedade, responsabilidade, cooperação e respeito com todos os profissionais de saúde, com as nossas famílias e com todos nós, vamos cumprir!
Só assim venceremos o vírus e defenderemos quem amamos.”

Em apenas 1 semana, de 19 a 26 de outubro, registaram-se mais 174 casos de Covid-19 no concelho de Vila Nova de Famalicão. A Direção Geral da Saúde apresenta, esta segunda-feira ao início da tarde, um novo ponto da situação sobre o concelho famalicense.

“Há mais de 500 escolas com casos confirmados de Covid” avança Fenprof

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) anunciou hoje que são mais de 500 as escolas com casos confirmados de covid-19 e considerou “irresponsável” que o Governo tenham mantido as atuais medidas nos estabelecimentos de ensino.

Num comunicado divulgado um dia depois de o Governo ter anunciado novas medidas restritivas para combater a pandemia de covid-19, a Fenprof divulga a lista de escolas com casos confirmados, totalizando 506 os estabelecimentos de ensino, mas admite que o número poderá ser maior.

A Fenprof acusou o Governo de “tentar disfarçar o crescente aumento de casos de covid-19 nas escolas e insistiu na “necessidade de haver uma estratégia de informação e comunicação clara sobre o que se passa”.

A federação de professores portugueses considera também “irresponsável” e “inaceitável” que o Governo não tenha reforçado “as medidas de prevenção e segurança sanitária” nas escolas perante o atual quadro epidemiológico agravado.

“Para que as escolas continuem abertas sem se transformarem num dos principais fatores de transmissão da covid-19, é necessário que, nas salas de aula, seja garantido o distanciamento adequado a observar em espaços fechados e não, apenas, os centímetros possíveis que resultam das normas impostas pelo Ministério da Educação”, propõe a Fenprof.

No comunicado, defende também que sejam constituídos pequenos grupos, com a divisão das turmas, não sendo permitida a constituição de grupos com alunos de diferentes turmas, quer em determinadas disciplinas, quer em atividades de ocupação de tempos livres e que sejam contratados mais assistentes operacionais, uma vez que são necessários para assegurar os níveis indispensáveis de limpeza, desinfeção e segurança.

A Fenprof considera igualmente que deve ser reforçado os equipamentos de proteção individual, a realização de testes de diagnóstico perante a existência de casos de infeção e a divulgação de um mapa com as escolas onde existem casos ativos de covid-19.

“Se não forem tomadas estas e outras medidas de reforço das normas de segurança sanitária, provavelmente as escolas irão transformar-se num dos principais fatores de propagação da covid-19 na comunidade, apesar das normas restritivas que a esta estão a ser impostas”, sustenta.

A Fenprof refere ainda que, nos dias 05 e 06 de novembro, vai reunir o secretariado nacional para avaliar toda a situação que se está a viver nas escolas e admite o eventual recurso a formas de luta para dar “expressão à indignação e protesto dos professores e obrigar o governo a assumir as suas responsabilidades”.

No sábado, o primeiro-ministro enalteceu o trabalho da comunidade educativa na abertura do ano letivo, defendendo que “seria, no mínimo, uma grande falta de respeito” que a sociedade não se empenhasse para evitar um novo confinamento devido à pandemia.

“Temos de garantir a liberdade das nossas crianças e dos nossos jovens não terem de novo o seu ano letivo perturbado e poderem manter a sua atividade escolar normal”, afirmou António Costa, numa conferência de imprensa após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros para decretar novas medidas restritivas para controlar o aumento de casos de covid-19 em Portugal.

Após anunciar o confinamento parcial em concelhos com mais de 240 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, medida que abrange 121 municípios do território continental nacional, o primeiro-ministro disse que “há aqui duas linhas vermelhas muito claras”, referindo-se à educação e ao trabalho.

 

Que feiras estão proibidas? Associação de Feirantes também não sabe e já questionou o governo

A Associação de Feirantes do Porto, Douro e Minho diz não compreender a medida que entra em vigor a partir da próxima quarta-feira, anunciada pelo governo este sábado e válida para todos os 121 concelhos de risco.

De acordo com o presidente da associação, a forma como a medida foi anunciada e formulada nos documentos entretanto divulgados governo está a criar muita confusão e a gerar dúvidas.

De qualquer das formas, Artur Andrade não esconde a insatisfação e arrisca a dizer que o que estão a fazer às feiras é uma discriminação. Na opinião deste representante não é aceitável que o governo encerre as feiras que acontecem ao ar livre, e mantenham abertos os centros comerciais.

Esta associação já questionou o governo, na pessoa do Secretário de Estado do Comércio, João Torres, para perceber que tipo de feiras estão interditas a partir de 4 de novembro.

Iluminação de natal já começou a ser preparada nas ruas de Famalicão

Já se iniciaram os trabalhos para a instalação da iluminação de natal na cidade de Vila Nova de Famalicão.

As estruturas com as respetivas luzes já são visíveis na Rua Vasconcelos e Castro, ao lado da Praça D.Maria II e Av. Marechal Humberto Delgado, sendo expectável que em breve seja anunciada a data para o arranque da campanha de natal que, este ano, estará condicionada pela pandemia de Covid-19.

Covid-19: Comunidade Intermunicipal do Ave diz que medidas do governo são bem-vindas

Em declarações à Lusa, Raul Cunha mostrou-se, no entanto, preocupado com o “impacto económico” na região das medidas hoje anunciadas pelo primeiro-ministro para 121 concelhos.

Fafe, Cabeceiras de Basto, Mondim de Basto, Guimarães, Póvoa de Lanhoso, Vizela e Vila Nova de Famalicão são concelhos da CIM do Ave e fazem parte dos 121 abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório devido à covid-19.

“Achamos bem no sentido que todos desejamos criar condições para combater e controlar a propagação desta doença [covid-19]. Tudo o que possa ajudar nesse sentido, evitando aglomerações de pessoas, são medidas bem-vindas”, afirmou Raul Cunha.

A preocupação do também autarca de Fafe está no “impacto económico” que estas medidas podem ter: “Haverá reflexo na economia, por exemplo, o facto de não se poderem fazer feiras e mercados, algo característico desta área e um setor que já foi muito fustigado na primavera, mas também já temos medidas para mitigar esse impacto, embora se vá fazer sentir também no comércio tradicional, na restauração, hotelaria”, enumerou.

Segundo Raul Cunha, “é difícil o equilíbrio no binómio entre o que é necessário fazer para combater a pandemia e o impacto disso na Economia, mas neste momento é preciso focar o combate ao novo coronavírus”.

Questionado sobre se considera as medidas suficientes, o autarca afirmou “esperar que sim” mas deixou porta aberta a outras.

“Eu espero que sim, que sejam suficientes, mas essa avaliação só poderá ser feita daqui a 15 dias. Há mais medidas que podem ser tomadas, como o recolhimento obrigatório, algo a que não nos iríamos opor se fosse avaliada a sua eficácia”, referiu.

Raul Cunha salientou ainda que a comunicação do António Costa sobre o que foi decidido em Conselho de Ministros teve “uma outra coisa boa”, além das medidas anunciadas: “Passa a haver um critério de definição. São os 240 casos por cada 100 mil habitantes, deixa de ser discricionário, há um critério objetivo e isso é bom”.

António Costa anunciou esta noite, depois de quase 10 horas de Conselho de Ministros, novas medidas para combater o aumento de casos de covid-19 no país.

Os restaurantes nestes 121 concelhos do continente não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30, os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Nos 121 concelhos em que existem 240 ou mais casos por 100 mil habitantes ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

Covid-19: Pres. da Câmara de Braga diz que restrições deveriam ser para todo o país

Em declarações à Lusa, Ricardo Rio, sublinhou que as medidas anunciadas para 121 concelhos restringem matérias e atividades “mais supérfluas”, sem pôr em causa a “normalidade possível” a nível profissional, académico e económico.

“São as medidas necessárias para as atuais circunstâncias, mas considero que, até por uma questão de clareza, seria benéfica a sua aplicação homogénea em todo o país”, referiu.

O Governo anunciou este sábado que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Segundo o primeiro-ministro, António Costa, que falava após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, em Lisboa, os restaurantes nestes 121 concelhos do continente – uma lista que será revista a cada 15 dias – não poderão ter mesas com mais de seis pessoas e o seu horário de fecho passa a ser as 22:30.

Os estabelecimentos comerciais terão de fechar, na generalidade, às 22:00.

Também nestes territórios – que representam 70% da população residente -, ficam proibidas as feiras e os mercados de levante, e os eventos e celebrações ficam limitados a cinco pessoas, exceto nos casos em que os participantes pertencem ao mesmo agregado familiar.

“Se nada tivermos a fazer de imperioso, devemos ficar em casa. Claro que podemos sair para ir trabalhar, para ir à escola, para fazer as compras, para fazer algum exercício físico nas proximidades, passear animais de companhia, dar assistência a alguma pessoa que precise, mas a regra não podemos esquecer: devemos ficar em casa”, afirmou António Costa.

Dos 14 concelhos do distrito de Braga, apenas ficam de fora Terras de Bouro e Vieira do Minho.

“Parece-me que, tendo em conta que os concelhos abrangidos significam 70% da população residente, o ganho da diferenciação não será grande. Até porque me parece que à medida que o tempo for passando serão mais os concelhos a entrar para a lista do que aqueles que irão sair”, disse ainda o autarca de Braga.

Para definir a lista dos 121 municípios, foram incluídos os concelhos com mais de 240 casos de infeção com o vírus da covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias.

António Costa sublinhou que este critério é o que é seguido pelo Centro Europeu de Controlo das Doenças.

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