Covid-19: Associações da restauração pedem descida de IVA na comida

“A Associação Nacional de Restaurantes, a PRO.VAR fez as contas e afirma que, com as atuais regras, que restringem a limitação, o funcionamento dos espaços e aumentam substancialmente os custos, faz com que os restaurantes não sejam economicamente viáveis”, lê-se num comunicado de imprensa enviado à comunicação social.

Também a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), reconhecendo a “necessidade de reabertura gradual da economia e aceitando os necessários condicionamentos de natureza sanitária”, constata “o forte impacto económico que o surto pandémico continuará a provocar nas empresas de restauração e bebidas”, defendendo a aplicação temporária da taxa reduzida de IVA nos serviços de alimentação e bebidas, a exemplo da orientação que outros países da Europa procuram seguir”, lê-se em comunicado divulgado.

A Direção Geral da Saúde (DGS) publicou na sexta-feira, dia 8 de maio, um conjunto de regras para a restauração, um setor que vai começar a reabrir a partir do dia 18 de maio no contexto da pandemia de covid-19.

Segundo a associação PRO.VAR, as novas regras da DGS são uma “meia vitória”, porque não podem estar dissociadas de um “conjunto de propostas a implementar cronologicamente”, designadamente o ‘lay-off’ para todos os sócios gerentes e parcial para os trabalhadores, até ao final do ano e a “descida do IVA das comidas de 13% para os 6%” para a viabilização e recuperação económica do setor”.

“No atual contexto de forte quebra económica, com impacto muito relevante nos setores primário e terciário, pedimos que a redução seja de 13% para os 6%, apenas nas comidas, de modo a tornar-se uma medida perene. Uma redução fiscal que permitirá valorizar a atividade transformadora na restauração, que é por própria natureza, altamente empregadora”, pede.

A PRÓ.VAR defende, por seu turno, a manutenção da taxa de IVA de 23% no caso bebidas.

No plano de contingência para a retoma da restauração, a associação defende, por exemplo, que os clientes se sentem às mesas com distâncias seguras, desinfetem das mãos e lhes seja medida a temperatura corporal à entrada do estabelecimento.

A realização de testes covid-19 aos trabalhadores de 15 em 15 dias e a “desinfeção integral” das mesas e cadeiras após os clientes saírem são outras das medidas que a PRO.VAR propôs ao Governo para o setor.

Portugal registava hoje 1.126 mortes relacionadas com a covid-19, mais 12 do que na sexta-feira, e 27.406 infetados (mais 138), segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

A região Norte é a que regista o maior número de mortos (645), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (238), do Centro (215), do Algarve (13), dos Açores (14) e do Alentejo, que regista um caso e a Região Autónoma da Madeira sem registo de óbitos.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 274 mil mortos e infetou mais de 3,9 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

Vitória de Guimarães: Três jogadores infetados com Covid-19

Três jogadores do plantel principal do Vitória de Guimarães estão infetados com o novo coronavírus.

A informação é avançada pelo jornal desportivo Record. A publicação refere que o resultado foi conhecido na sequência de testes ao covid-19 realizados esta sexta-feira.

Os três atletas estão assintomáticos e em isolamento.

O estado dos infetados está constantemente a ser monitorizado pelo clube e pelas entidades de saúde.

Já há ginásios em Portugal que vão poder abrir na próxima terça-feira

Os ginásios, localizados na Região Autónoma da Madeira, foram autorizados a reabrir já na próxima terça-feira, dia 12 de maio.
A autorização surge pelo governo local mediante rigorosas medidas que estes estabelecimentos estão obrigados a cumprir.
Regras:
  • Limitar a utilização de cada espaço a 1/3 da sua capacidade;
  • São proibidas as aulas de grupo ou com mais de duas pessoas, incluindo o preparador físico, no interior dos ginásios;
  • No exterior, e ao ar livre são permitidas aulas de grupo, com a regra de distanciamento de 1 pessoa por cada 5 metros quadrados;
  • Fica proibida a utilização da zona de balneários, que devem ser encerrados;
  • Os utentes só poderão frequentar o ginásio já devidamente equipados, não podendo haver troca de roupas;
  • Os utentes não poderão estar mais de que uma hora dentro do ginásio, assegurando desta forma a rotatividade entre utentes;
  • Deve ser assegurada uma zona distinta de entrada e saída de pessoas, no acesso ao interior do ginásio, para todos os utentes, evitando o cruzamento de pessoas;
  • É obrigatória a desinfeção generalizada e regular dos espaços, equipamentos, objectos e superfícies com os quais haja contacto, de todas as áreas comuns, incluindo sanitários, bem como de todos os aparelhos, depois de utilizados;

No continente, e nas ilha dos Açores, os ginásios ainda não tiveram autorização para a reabertura.

Desvendado projeto da “Casa de Delães”

O antigo Centro de Saúde vai albergar a futura Casa de Delães que estará pronta em 2021. O projeto foi apresentado há um ano, durante as comemorações do Dia da Freguesia, e, neste sábado, 12 meses depois da apresentação, a junta de freguesia desvenda algumas imagens do que está a ser projetado.

O futuro espaço vai albergar a sede da Junta, um auditório, os CTT, associações e outros serviços para a comunidade.

O projeto da Casa de Delães, desenvolvido pelos serviços municipais, implica a remodelação e ampliação do antigo Centro de Saúde. O edifício foi entregue ao município pela Administração Regional de Saúde do Norte, em contrapartida pela cedência do terreno e infraestruturas necessárias para a construção da nova unidade de saúde de Delães, por parte da Câmara Municipal. Recorde-se que o novo Centro de Saúde de Delães foi inaugurado em 2007, mas só dez anos depois, em agosto de 2017, foi formalizada a contrapartida assumida pela ARS Norte.

Covid-19: Portugal com 450 mortes em lares, abaixo da média da Europa

A diretora-geral da Saúde, Graças Freitas, indicou hoje que já se registaram 450 mortes em lares em Portugal devido à covid-19, mas notou que a situação está controlada, com uma mortalidade “abaixo” de outros países europeus.

“Existe mortalidade nestas instituições, mas em Portugal, felizmente, os números em termos percentuais até se colocam abaixo do que tem sido reportado a nível da Europa”, afirmou a responsável, falando na conferência de imprensa diária relativa à evolução da pandemia no país.

Em concreto, “em Portugal e até à data, ocorreram nestes lares 450 óbitos, que obviamente lamentamos, distribuídos por 243 na região norte, 134 na região centro, 69 na região de Lisboa e Vale do Tejo, um no Alentejo e três no Algarve”, precisou Graças Freitas.

De acordo com a diretora-geral da Saúde, esta “é uma percentagem ainda elevada, mas está abaixo do que é reportado pelos outros países [europeus]”.

“Reflete, creio eu, o que tem sido o cuidado intensivo de todas as entidades envolvidas junto destes lares”, explicou Graças Freitas, falando numa “intervenção precoce” feita pelas autoridades, nomeadamente através de rastreios e da deteção e separação de casos positivos.

Também presente na conferência de imprensa, a ministra da Saúde, Marta Temido, notou que a situação em estruturas residenciais para idosos “está relativamente controlada, com um ou outro caso que merece maior atenção e maior preocupação”.

“Aquilo que neste momento temos é muito o resultado do programa de testes que foi aplicado [já que] a opção foi, claramente, tentar controlar os casos positivos em profissionais que trabalham nestas unidades, sabendo que são o principal foco de contágio”, justificou Marta Temido.

Já falando sobre a situação na rede nacional de cuidados continuados integrados, a ministra indicou que “só 23 unidades têm situações de casos”, de um total de 389, acrescentando tratar-se de 62 doentes, mas sem nenhum estar “internado em ambiente hospitalar”.

Outra “boa notícia”, segundo Marta Temido, é que “desde o dia 22 de abril que não há novos óbitos em unidades da rede”.

“Além dos testes de diagnóstico que foram realizados nas estruturas residenciais para idosos, também na rede nacional de cuidados continuados integrados estão a ser realizados testes aos profissionais […] e, neste momento, temos já 3.190 com testes feitos e, desses, 114 foram positivos”, precisou ainda a governante.

Questionada sobre a evolução dos preços de equipamentos de proteção individual, como máscaras ou viseiras, Marta Temido garantiu que o executivo está a fazer uma “avaliação atenta da evolução dos preços e a adotar medidas em função que é a evolução das circunstâncias”.

Segundo a responsável, deverá registar-se “a possibilidade cada vez mais evidente de encontrar artigos no mercado”, o que levará “a um equilíbrio tendencial entre a oferta e a procura, através de um preço compatível com aquilo que são as orientações para a utilização de determinados equipamentos de proteção individual”.

“Se assim não for, naturalmente terão de ser encontrados mecanismos que permitam garantir que as pessoas se protegem e encontram equipamentos de proteção individual a preços comportáveis”, adiantou.

Portugal contabiliza 1.126 mortos associados à covid-19 em 27.406 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da DGS sobre a pandemia.