Covid-19: Candidatos ao ensino superior têm novas datas para realização de pré-requisitos

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) alterou o calendário da avaliação dos pré-requisitos para candidatura às universidades e politécnicos, deixando de haver duas fases para realização das provas.

Segundo uma deliberação da CNAES publicada hoje em Diário da República, a avaliação dos pré-requisitos que são exigidos por algumas instituições do ensino superior realiza-se, este ano, durante uma única fase, que termina em 30 de junho, em vez das habituais duas chamadas.

O calendário anterior previa a realização das provas em duas fases, a primeira entre 13 de abril e 15 de maio, e a segunda entre 29 de junho e 10 de julho.

Por outro lado, também o prazo para a certificação dos pré-requisitos foi alterado com a eliminação da segunda chamada para a realização das avaliações, cujos resultados deveriam ser conhecidos até 24 de julho.

Segundo as novas datas, a certificação dos pré-requisitos avaliados em “época normal” deverá ser feita até 10 de julho, a mesma data prevista para a anterior “primeira chamada”.

Os candidatos ao ensino superior continuam a ter a possibilidade de se inscrever numa época especial do processo de avaliação, podendo fazê-lo até 15 de junho, sendo que o prazo anterior terminava em 10 de julho.

As datas para a realização desta época especial não estão definidas, sendo propostas pelas próprias instituições, mas os resultados devem ser publicados até 31 de julho.

A Direção-Geral do Ensino Superior já tinha anunciado, em 09 de abril, novos prazos para a apresentação das candidaturas ao concurso nacional de acesso ao ensino superior, que foram adiados de forma a acompanhar as alterações nos calendários dos exames de secundário devido à pandemia de covid-19.

O Governo adiou a realização dos exames nacionais do secundário, devido à suspensão das aulas presenciais em todos os estabelecimentos de ensino, em 16 de março, uma medida que se vai prolongar até ao final do ano letivo para os alunos do ensino básico e 10.º ano.

Apenas os alunos do 11.º e 12.º anos poderão regressar às escolas, para ter aulas presenciais de preparação para os exames, decisão que será anunciada hoje pelo primeiro-ministro, António Costa, após reunião do Conselho de Ministros.

Portugal regista hoje 989 mortos associados à covid-19, mais 16 do que na quarta-feira, e 25.045 infetados (mais 540), indica o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Ano 2019 foi aquele em que os portugueses mais viajaram na última década

As viagens turísticas dos residentes em Portugal atingiram em 2019 o valor mais elevado da última década, aumentando 10,8% para 24,5 milhões e mais do que duplicando a subida de 4,2% registada em 2018, divulgou o INE.

De acordo com os resultados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta evolução foi sobretudo dinamizada pelas viagens ao estrangeiro, que cresceram 24,7% (+13,3% em 2018) e representaram 12,7% do total (+1,4 pontos percentuais), sendo a maioria (59,7% ou +1,2 pontos percentuais) para “lazer, recreio ou férias”.

Já as deslocações nacionais aumentaram 9,0% (+3,2% em 2018) e tiveram como principal motivo “lazer, recreio ou férias”, o que representa um acréscimo de 3,0 pontos percentuais face ao peso em 2018.

No ano passado, o motivo “lazer, recreio ou férias” esteve associado a 49,4% do total das viagens (12,1 milhões de viagens, +17,9%) e a “visita a familiares ou amigos” foi o motivo de 37,8% das deslocações (9,2 milhões de viagens, +1,2%), enquanto os motivos “profissionais ou de negócios” representaram 8,2% do total (2,0 milhões de viagens, +9,9%).

A região Centro reforçou a sua posição como destino das viagens realizadas em território nacional, assimilando 33,0% das viagens efetuadas (+2,9 pontos percentuais face a 2018), enquanto a região Norte perdeu peso, com menos 3,3 pontos percentuais, para uma proporção de 22,5%.

Já a Área Metropolitana de Lisboa foi identificada como destino em 17,4% das viagens nacionais, tal como em 2018.

Quanto aos principais países de destino em 2019 no âmbito das deslocações ao estrangeiro, Espanha e França mantiveram a primeira e a segunda posições, respetivamente, com 32,7% (+0,8 pontos percentuais) e 12,3% (-1,4 pontos percentuais) das viagens.

A Itália ascendeu ao terceiro lugar, com 6,2% (+0,6 pontos percentuais), por troca com o Reino Unido (6,0% face aos 7,3% registados em 2018).

Entre as viagens realizadas ao estrangeiro, 75,7% (-0,3 pontos percentuais) tiveram como destino os países da União Europeia.

Em 2019, as viagens com marcação prévia representaram 35,4% do total (+2,8 pontos percentuais face a 2018) e 90,7% das destinadas ao estrangeiro (+0,9 pontos percentuais), verificando-se que o recurso à Internet ocorreu em 24,2% das viagens, mantendo a tendência de reforço face aos anos anteriores (19,1% em 2018 e 17,4% em 2017).

Entre o total de dormidas em 2019, as efetuadas em “alojamento particular gratuito” corresponderam a 61,3% (63,3% em 2018 e 66,9% em 2017), tendo os “hotéis e similares” reforçado a sua expressão em 4,9 pontos percentuais e concentrado 27,0% do total, devido ao aumento de 37,8% face a 2018.

No total do ano de 2019, cada viagem teve uma duração média de 5,45 noites (5,63 noites em 2018 e 5,71 em 2017).

Considerando apenas o quarto trimestre de 2019, as viagens de residentes em Portugal cresceram 9,3% (+11,0% no trimestre anterior) para um total de 5,5 milhões, com as viagens em território nacional a concentrarem 88,5% das deslocações totais e a aumentarem 10,2% (+8,2% no terceiro trimestre), enquanto as deslocações internacionais cresceram 3,0% (+36,5% no terceiro trimestre).

A “visita a familiares ou amigos” foi a principal motivação para viajar no último trimestre de 2019, tendo correspondido a 2,8 milhões de viagens (+11,1%) e passando a sua representatividade para 50,0% do total (+0,8 pontos percentuais face ao mesmo período de 2018).

Já o motivo “lazer, recreio ou férias” correspondeu a 1,9 milhões das viagens realizadas (+2,2%), representando 33,5% do total (-2,3 pontos percentuais no seu peso face ao total) e as viagens por motivos “profissionais ou de negócios” (517,9 mil) diminuíram o seu peso relativo em 1,5 pontos percentuais (9,4% do total).

O motivo “visita a familiares ou amigos” esteve associado à realização da maioria das viagens nacionais (2,6 milhões; peso de 53,1%), enquanto nas viagens realizadas ao estrangeiro foi o “lazer, recreio ou férias” (268,1 mil) que motivou a maior parte das deslocações (42,3%).

No quarto trimestre de 2019, 28,9% das viagens foram efetuadas recorrendo à marcação prévia de serviços (-3,0 pontos percentuais), proporção que atingiu 89,9% (+0,1 pontos percentuais) no caso de deslocações com destino ao estrangeiro.

A Internet foi utilizada na organização de 17,8% das deslocações (-2,6 pontos percentuais), tendo este recurso sido opção em 63,2% (+0,8 pontos percentuais) das viagens para o estrangeiro e 12,0% (-2,7 pontos percentuais) das viagens domésticas.

Os “hotéis e similares” asseguraram 22,3% das dormidas no quarto trimestre de 2019, reforçando a sua representatividade em 0,4 pontos percentuais face ao mesmo período de 2018, mas o “alojamento particular gratuito” manteve-se como a principal opção de alojamento (73,6% das dormidas), registando um aumento de 3,0 pontos percentuais no peso total.

No quarto trimestre de 2019, a cada turista residente corresponderam, em média, 4,49 noites nas viagens turísticas realizadas (+0,2%). A duração média mais elevada aconteceu nas viagens realizadas em dezembro (4,91 noites).

Os dados do INE apontam ainda que, nos últimos três meses do ano passado, 22,2% dos residentes realizaram pelo menos uma deslocação turística (+1,0 pontos percentuais), tendo sido no mês de dezembro que se registou a maior proporção de residentes que viajaram (17,9%, +0,7 pontos percentuais).

Idosa de 94 anos internada no Hosp. de Famalicão vence coronavírus e vai ter alta hoje

Amélia Oliveira Castro, de 94 anos, que contraiu o novo coronavírus na Residência Pratinha, em Cavalões, Vila Nova de Famalicão, deverá ter alta nas próximas horas.

A mulher foi uma das primeiras utentes a receber assistência hospitalar, depois de revelado pela Cidade Hoje a existência de múltiplos infetados naquele lar privado.

A sénior, que sofre de várias patologias, conseguiu vencer o vírus na unidade de Vila Nova de Famalicão do Centro Hospitalar do Médio Ave, devendo regressar ainda esta quinta-feira à Residência Pratinha.

Amélia aguarda com alguma ansiedade o regresso do marido, com quem vivia no lar, que também foi transportado para o Hospital das Forças Armadas, na cidade do Porto. O companheiro, de 91 anos, deu negativo em todos os testes para a Covid-19 mas encontra-se internado, a recuperar de outros problemas de saúde.

Castelões: Junta reabre cemitério no dia da mãe entre as 08h00 e as 12h00

A junta de freguesia de Castelões anunciou, na tarde desta quinta-feira, a abertura excecional do cemitério.

A reabertura de portas vai acontecer entre as 08h00 e as 12h00 do próximo domingo, dia 3 de maio, dia da mãe.

O espaço vai estar limitado a 15 pessoas em simultâneo, que devem observar as medidas de distanciamento, bem como adotar as medidas de proteção recomendadas.

A junta de freguesia mais informa que a população não deve compor as sepulturas, estando esse serviço, bem como a limpeza do espaço, já assegurado.

Covid-19: Famalicão com mais 13 infetados, são 345 no total

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

Racic retido na Sérvia

O médio Uros Racic, do FC Famalicão, ainda não se juntou aos seus companheiros que, desde o início desta semana, retomaram os trabalhos.

O jogador foi autorizado pelo clube a viajar para o seu país natal, Sérvia, no início do surto para estar com a família. Mas, agora, devido às restrições existentes, Racic está retido na Sérvia, sem voo para regressar a Portugal. Mesmo impedido de trabalhar com o plantel, o médio não tem estado parado e tem feito questão de o demonstrar nas redes sociais, com a publicação de vários vídeos a treinar.