Já há uma nova “Caixa Solidária” em Famalicão depois de terem roubado a primeira

A iniciativa da “Caixa Solidária” regressou esta terça-feira a Vila Nova de Famalicão.

A caixa convida a população a depositar doações para que os mais desfavorecidos, possam, de forma regrada, fazer o levantamento delas.

Horas depois da primeira caixa ter sido colocada, nos jardins dos paços do concelho, no centro de Famalicão, foi roubada por desconhecidos. As dinamizadores da ação no concelho decidiram colocar uma nova caixa no mesmo loca, presa a uma das árvores com uma corrente e cadeado.

GNR já descontaminou cerca de 1700 ambulâncias e 50 instalações

Desde o início da pandemia Covid-19, o núcleo de matérias perigosas da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR procedeu à descontaminação de cerca de 1 700 ambulâncias e de 50 instalações de todo o país.

No âmbito da intervenção em instalações, este núcleo especial tem sido acionado diariamente, para a descontaminação de estabelecimentos hospitalares, IPSS, lares de idosos, creches, centros de dia, e outro tipo de infraestruturas, incluindo instalações e viaturas da própria Guarda.

A UEPS é estrutura que integra cerca de 60 militares especializados em matérias perigosas e agentes NRBQ (nucleares, radiológicos, biológicos e químicos).

Seminário sobre futebol ajuda Centro Social e Paroquial de Avidos

Esta quinta e sexta-feira decorre o “#BATEPAPO – WEBINAR”, um seminário online de futebol desenvolvido pela Prime Performance Lab, com uma vertente solidária a favor do Centro Social e Paroquial de Avidos. O objetivo é angariar fundos, no valor de 750 euros, para converter na totalidade em equipamentos de proteção individual. No caso da organização exceder esse valor, outras instituições podem ser alvo de ajuda.

O “#BATEPAPO – WEBINAR” conta, entre outros, com a participação João Lapa (Wolverhampton), João Nuno Fonseca (SL Benfica), Tiago Leal (AS Roma), António Silva (ex-Sporting CP, Raja Casablanca, Al-Arabi SC), Luís Castro (Shakhtar).

As conversas começam às 20h30 de cada dia e cada convidado dará uma palestra de 40 minutos. A conversa decorre no Instagram, num contexto informal de entrevista. Nos minutos iniciais, o convidado responderá a algumas perguntas relacionadas com o tema; nos minutos finais, responderá a algumas perguntas realizadas pelos visualizadores.

Covid-19: Hotéis começam a reabrir em julho com selo de garantia sanitária

O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Raul Martins, disse hoje que a maioria dos hotéis poderá começar a reabrir em julho e que está a ser preparado um selo de garantia para dar confiança aos clientes.

“A hotelaria portuguesa pensa que poderá começar a reabrir em julho, provavelmente alguns hotéis ainda em junho, e naturalmente com todos os cuidados e todas as garantias sanitárias”, afirmou Raul Martins à saída de uma reunião com o primeiro-ministro, António Costa, que recebeu em São Bento, Lisboa, representantes do setor hoteleiro para falar sobre a crise causada pela pandemia covid-19.

Segundo disse, a hotelaria “está muito dependente da aviação e a aviação está muito condicionada pela segurança sanitária, que só existirá quando houver um medicamento ou uma vacina”, pelo que a abertura dos hotéis não será antes daquelas datas.

Raul Martins revelou que a AHP está a trabalhar com o Turismo de Portugal e com a Direção-Geral da Saúde (DGS) para ser criado um “selo de garantia sanitária nos hotéis” para dar confiança aos clientes.

Segundo explicou, o objetivo é atribuir o selo aos hotéis que cumpram “um determinado protocolo” que servirá para os turistas se sentirem seguros.

O presidente da AHP disse ainda que a reabertura para julho deverá acontecer em relação aos hotéis de férias, ou seja, das zonas balneares, interior do país e ilhas, mas acrescentou que os hotéis de cidade só deverão voltar a operar em setembro.

“As ocupações vão ser sempre dependentes daquilo que a aviação conseguir fazer, mas a nossa expectativa é de que vai ser um ano zero, se não for negativo”, considerou Raul Martins.

Na reunião com o primeiro-ministro, além da AHP, estiveram vários representantes de grupos hoteleiros, entre eles, do Pestana, Vila Galé, Porto Bay, Sana e Hoti.

Quarentena a Bulir pela sua saúde física e mental

“Movimento Quarentena a bulir”, assim se chama o grupo criado na rede social facebook pela professora Manuela Cunha. Já tem mais de 7 mil seguidores, de todo o país, com mais de 100 mil interações.

É destinado a todas as pessoas, desde que se interessem pelo bem-estar emocional e mental. Mas foi pensado em primeiro lugar para pais com filhos pequenos que precisam de os manter ocupados, e também para aquelas pessoas que, pelas mais diversas razões, vivem sozinhas.

Por isso, o “Movimento Quarentena a Bulir” tem muitas sugestões, desde uma biblioteca, com propostas de livros; uma secção com filmes; um espaço de apoio psicológico, em que uma psicóloga responde às questões que suscitam dúvidas e que são muitas nesta fase de isolamento social; tem uma rubrica sobre educação especial, porque «há pais e professores de meninos especiais que estão a partilhar connosco e com outras famílias atividades com que os meninos se podem entreter», realça Manuela Cunha.

O logotipo do “Quarentena a Bulir” representa tudo isto e foi pensado por um designer famalicense, Rogério Monteiro. Retrata uma casa que é o local onde estamos; o sol como símbolo de esperança e o relógio que convida a bulir. A imagem de fundo representa todas as atividades do mundo exterior que agora temos de trazer para dentro de casa.

Manuela Cunha diz que é preciso tirar o melhor partido deste isolamento social e fazer coisas que dizíamos que iríamos fazer quando tivéssemos tempo, como ler livros, ver os filmes que estão em atraso, retomar o hobbie que ficou na gaveta, etc. Tudo menos pensar no coronavírus, porque isso convida à depressão. Uma doença para a qual Manuela Cunha chama a atenção, lembrando que a saúde mental das pessoas está muito em jogo por causa do confinamento social, da perda de pessoas, das notícias constantes sobre o coronavírus, etc.

A participação está a ser tão positiva que o «movimento vai continuar mesmo depois do isolamento social. Temos tanta coisa boa que era uma pena não dar continuidade a isto», adianta Manuela Cunha. Esta professora acredita que vamos sair todos disto muito diferentes e a fazer uso das redes sociais também de forma diferente.

Covid-19: Têxtil de Barcelos “muda agulha” e investe na produção de máscaras

Prova provada de que a necessidade aguça o engenho, uma pequena têxtil de Barcelos rapidamente “trocou de agulha” e passou a dedicar-se essencialmente à produção de máscaras, tendo já uma capacidade para 20 a 30 mil unidades por dia.

Nesta altura, a Têxtilobo – The Textile Company, instalada na freguesia de Carapeços, está já certificada, pelo Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (CITEVE), para a produção de máscaras descartáveis.

“Facilmente se consegue produzir 20 a 30 mil máscaras por dia, dependendo do número de encomendas que se tenha”, diz Pedro Alves, gerente da empresa.

Desde que, há meia dúzia de dias, a Têxtilobo apareceu no ‘site’ do CITEVE como empresa produtora de máscaras certificadas, os telemóveis e o e-mail da empresa têm sido “inundados” de chamadas e mensagens de eventuais compradores.

“Neste momento, acho que preciso de uma telefonista”, atira Pedro Alves.

A pandemia da covid-19 provocou uma quebra na ordem dos 50% na produção tradicional da Têxtilobo, uma pequena empresa com cinco trabalhadores que se dedicava à produção de todo o tipo de vestuário.

A empresa nunca chegou a parar a laboração e rapidamente soube reinventar-se, passando a apontar baterias para as máscaras, cada vez mais tidas como essenciais nos tempos que correm.

Conseguida a certificação para as descartáveis, a empresa já tem também em curso um procedimento idêntico para as reutilizáveis, esperando que dentro de dias chegue a respetiva “luz verde”.

O reduzido número de trabalhadores, garante Pedro Alves, não será obstáculo para uma produção massiva.

“Basicamente, subcontratamos para nos auxiliarem na produção”, explica.

Para aquele empresário, serão as encomendas a ditar o “ritmo” da produção.

Nesta fase, a Têxtilobo está já a satisfazer encomendas de algumas câmaras municipais, de revendedores que trabalham para setores clínicos e farmacêuticos e de empresas “de todo o tipo” que vão precisar de máscaras para os seus colaboradores.

Paralelamente, e enquanto a aguarda a certificação das máscaras reutilizáveis, a empresa já “namora” o mercado internacional, designadamente os seus clientes habituais, em mercados como Espanha, Itália, Alemanha e Estados Unidos da América, entre outros.

“Já temos tido solicitações desses mercados”, garante Pedro Alves.

O telemóvel do empresário volta a tocar e percebe-se que o assunto gira à volta de máscaras e de preços, com o lado de lá a “marralhar” e o de cá a assegurar que “não pode fazer mais barato”.

Entretanto, nas máquinas da empresa as máscaras vão ganhando forma a um ritmo acelerado, que as encomendas são muitas e não há tempo a perder na luta contra um vírus que virou tudo do avesso, até as linhas com que se cose a indústria têxtil nacional.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 558 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 762 pessoas das 21.379 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Portugal cumpre o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e o decreto presidencial que prolongou a medida até 02 de maio prevê a possibilidade de uma “abertura gradual, faseada ou alternada de serviços, empresas ou estabelecimentos comerciais”.