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Covid-19 em lar de Braga: Bombeiros de Vila Nova de Famalicão retiram 12 idosos infetados
Foram retirados do Lar do Trabalhador, em Vila Verde, Braga, doze idosos que deram positivo ao novo coronavírus.
Os utentes, grande parte num estado de saúde muito frágil, foram retirados do lar para as instalações da Cruz Vermelha de Prado, a cerca de 500 metros da instituição que frequentavam.
O transporte dos seniores foi assegurado por diversas corporações de bombeiros, sendo que duas delas são de Vila Nova de Famalicão.
Para além dos utentes, há registo de “6 a 8 funcionários infetados”. Dois idosos deste lar já morreram com Covid-19.
Covid-19: Comemorações como 25 Abril e 1º Maio só com “cautelas adicionais”
A ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou hoje que qualquer comemoração em Portugal, como as marcadas para o 25 de Abril e 1º de Maio, terão de ser acompanhadas de cautelas adicionais por causa da pandemia do codiv-19.
Questionada sobre a sessão solene de comemoração do 25 de Abril na Assembleia da República e a manifestação do 1º de Maio, a ministra referiu que “não será uma celebração como a dos outros anos”.
“Não podemos também deixar de entender que só poderemos sobreviver enquanto grupo se conseguirmos ter o nosso grupo unido em torno daquilo que são os aspetos que são referências sociais e também a capacidade de nos readaptarmos às novas exigências”, disse Marta Temido durante a conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia de covid-19 em Portugal.
A ministra considera que é possível assinalar “determinadas datas que são importantes para o nosso espírito, a nossa sociedade, o nosso sentimento de pertença, se conseguirmos fazê-lo respeitando as regras de prevenção e recomendadas pela saúde pública”.
“Qualquer comemoração e celebração terão de ter isso presente e será acompanhada dessas cautelas adicionais”, acrescentou.
E rematou: “É tudo igual, mas diferente”.
Na sequência do agendamento da sessão solene de comemoração do 25 de Abril na Assembleia da República, para a qual está prevista a presença de 130 pessoas, mais de 15 mil pessoas já assinaram uma petição ‘online’ a pedir o seu “cancelamento imediato”.
“Não se admite que a Assembleia queira comemorar o 25 de abril, juntando centenas de pessoas no seu interior” numa altura em que “se pede a todos os portugueses que se abstenham de sair de casa” e “em que se pede que não exista concentração de pessoas” devido à pandemia de covid-19, alegam os peticionários.
Para estas pessoas, “é uma vergonha” a sessão solene aprovada, porque demonstra que os partidos “não respeitam minimamente o povo”.
Na sexta-feira, o Governo aprovou um decreto sobre o estado de emergência que mantém a proibição de desfiles e manifestações de qualquer natureza, mas abre nova exceção ao dever de recolhimento para as celebrações oficiais do 1.º de Maio.
Na lista de exceções ao “dever geral de recolhimento domiciliário” do artigo 5.º é acrescentada uma alínea para admitir que os cidadãos possam “circular em espaços e vias públicas, ou em espaços e vias privadas equiparadas a vias públicas” com o propósito de “participação em atividades relativas às celebrações oficiais do Dia do Trabalhador”.
Santo Tirso: Quatro crianças de centro de acolhimento infetadas com Covid-19
Quatro crianças, com idades entre os 4 e os 10 anos, do Centro de Acolhimento Temporário Renascer, em Santo Tirso, deram positivo no testes ao Covid-19.
De acordo com o jornal Correio da Manhã, os jovens já foram retirados do centro de acolhimento e transferidos para o Centro Infantil da Delegação da Cruz Vermelha local.
Todos os utentes e funcionários da instituição já foram testados ao novo coronavírus.
Covid-19: Portugal com taxa de contágio de menos de uma pessoa por cada infetado
A taxa média de contágio por covid-19 em Portugal é atualmente de 0,91, o que significa que cada infetado contagia menos de uma outra pessoa, valor que, segundo a ministra da Saúde, resultou das medidas de contenção.
A ministra da Saúde disse hoje na conferência de imprensa diária sobre a evolução da pandemia no país que, entre 21 de fevereiro e 16 de março, o número médio de casos gerados a partir de uma pessoa infetada era de 2,08.
“São números que nos encorajam, mas também nos responsabilizam”, disse Marta Temido.
De acordo com a ministra, os dados até agora recolhidos “continuam a permitir estimar que o máximo da incidência [da pandemia em Portugal] tenham ficado no passado, entre os dias 23 e 25 de março”.
Marta Temido esclareceu que, “entre 21 de fevereiro e 16 de março [dia em que as escolas já estiveram encerradas e muitas empresas começaram a funcionara em teletrabalho], o número médio de casos secundários resultantes de um caso de infeção por covid foi de 2,08”.
“Ou seja, um caso infetado tinha o risco de gerar 2,08 outros casos”, explicou.
Com “a introdução de medidas de contenção, verificou-se uma diminuição do risco de transmissibilidade, que se situa agora, face à média dos últimos cinco dias, nos 0,91”.
Covid-19: Consultas e cirurgias retomadas progressivamente no final da próxima semana
As consultas, cirurgias e demais atividade assistencial não urgente, suspensas em março devido à pandemia, vão ser retomadas progressivamente no “final da próxima semana”, revelou hoje a ministra da Saúde.
“Esperamos que no final da próxima semana possamos retomar progressivamente a atividade normal” que tinha sido suspensa por causa da pandemia, disse Marta Temido na conferência de imprensa diária sobre a evolução da doença da covid-19 em Portugal.
A governante acrescentou que este reagendamento pressupõe “um conjunto de aspetos logísticos fundamentais” e que vai começar pelos casos mais prioritários.
Para a reabertura da atividade normal nas unidades de saúde será adotado um conjunto de medidas como “reforço de equipamento de proteção” de profissionais, higienização e reorganização de locais como as salas de espera.
“O que vamos fazer, nos próximos dias, é o reagendamento da atividade assistencial não realizada [desde que foram suspensas atividades não urgentes para dar resposta aos casos de covid-19]. Daremos prioridade aos casos com indicação clínica para tal, numa avaliação que vai ter de ser feita em articulação com prestadores de serviços de saúde. É mais um desafio para o Serviço Nacional de Saúde [SNS]”, explicou.
A ministra disse ainda que o despacho de março que determinou o cancelamento de consultas e cirurgias programadas não urgentes “vai ser suspenso na próxima semana”, em articulação com as Administrações Regionais de Saúde, os agrupamentos de Centros de Saúde e os hospitais.
“Os desafios do SNS estão longe de estar ultrapassados, tal como os dias de intenso trabalho”, frisou.
Marta Temido revelou que “a quebra da atividade assistencial programada foi muito significativa”, nomeadamente no que diz respeito a consultas hospitalares.
De acordo com a ministra, realizaram-se, em março, “menos 180 mil consultas” programadas em hospitais, uma redução de 5,7%.
Já as consultas médicas nos cuidados de saúde primários “tiveram uma redução de 3,9%”, o equivalente a cerca de “300 mil consultas de quebra”.
Realizaram-se menos nove mil cirurgias, ou seja, houve nesta área uma “redução de 5,3%”.
Os episódios de urgência baixaram 11,5% e os serviços de emergência médica tiveram uma redução diária correspondente a 300 acionamentos.
“Está na altura de invertermos esta lógica”, vincou, explicando que, em março, a decisão de suspensão se deveu à necessidade de “afetar recursos à prestação de cuidados a doentes covid-19”.
A ministra frisou ainda que foram aprendidas “lições positivas para manter”, nomeadamente o “incentivo à atividade assistencial não presencial para renovação de receituário” ou o “encaminhamento de situações triadas como verdes, azuis e brancas para os cuidados primários de saúde”.
“Vamos continuar a privilegiar o atendimento telefónico, a presença reduzida ao mínimo, mas atividade assistencial adiada vai ser realizada no mais curto espaço possível”, resumiu.
Marta Temido assegurou ainda estarem a ser tomados “todos os cuidados e medidas para que não haja qualquer risco para doentes não covid” nas unidades de saúde.
“Não devem ter qualquer receio de recorrer ao SNS”, garantiu.




