Covid-19: Famalicão chega aos 250 infetados, veja o mapa de evolução do vírus

Dados divulgados pela Direção Geral da Saúde no mais recente relatório de situação.

GNR tem no terreno Operação Fique em Casa II

Está em curso, desde esta sexta-feira, e até segunda-feira, 20 de abril, uma operação da GNR de intensificação do patrulhamento, fiscalização e sensibilização com o objetivo de apoiar a população e garantir o cumprimento das normas do Estado de Emergência.

Durante a “Operação Fique em Casa II”, a GNR vai empenhar as suas várias valências no esforço do cumprimento do confinamento obrigatório, por parte daqueles sobre os quais impede esse dever, bem como no apoio aos mais vulneráveis e desfavorecidos.

Neste particular, a Guarda continua a promover o Programa “65 Longe+Perto”, contactando a população mais idosa, sobretudo a que vive sozinha, isolada ou sozinha e isolada, elucidando sobre as regras específicas decretadas para o Estado de Emergência. Deste modo, procura sinalizar situações de idosos que, por força do maior isolamento social, necessitem de uma abordagem ao nível psicológico, para as quais serão disponibilizados psicólogos do Centro Clínico da GNR.

Para além da sensibilização para a limitação da circulação na via pública, a GNR irá garantir o cumprimento das demais normas previstas na lei, zelando para que a população evite deslocações desnecessárias que podem potenciar a propagação da epidemia COVID-19.

Dez medidas do Governo para Portugal regressar à normalidade

O estado de emergência foi renovado até ao dia 2 de maio, mas o Governo está a preparar o país para ir entrando na vida normal já a partir do próximo mês, com reabertura de comércio e serviços, mas sempre com reforço das medidas de segurança e higiene.

Assim, o Governo recomenda o reforço do uso de máscaras, sublinhando que a Direção-Geral da Saúde tem vindo a recomendar a sua utilização. O mesmo para o álcool gel. A ideia é haver no mercado máscaras e gel em quantidades suficientes, e a preços controlados, sendo uma condição essencial para a reabertura dos serviços.

Entre as dez propostas está o aumento da oferta dos transportes públicos, para não irem sobrelotados. Propõe também aumentar as normas de higiene, tanto nos espaços de trabalho e nos transportes.

Relativamente aos horários dos transportes públicos, a intenção é ativar horários desencontrados para evitar horas de ponta, com cruzamento de muita gente nas plataformas.

O teletrabalho é para manter. A ideia é que os trabalhadores se alternem, até para dar tempo aos transportes públicos de se reorganizarem e ficarem com capacidade de acolher toda a gente quando as pessoas voltarem aos seus locais de trabalho.

Além do teletrabalho, o Governo recomenda trabalho à vez, num esquema de rotatividade.

Relativamente à reabertura de espaços, as creches poderão abrir em maio, assim como as aulas presenciais (algumas) do 11.º e 12.º ano. Costa considera que as crianças «precisam de conviver sem estarem confinadas ao seu espaço familiar», e os pais precisam de retomar o trabalho com melhores condições.

O comércio e restauração vão reabrir gradualmente. «Devemos olhar para o pequeno comércio de bairro, que junta menos gente e que melhor responde à economia local», disse. Estão incluídos neste lote cabeleireiros e barbeiros, com normas específicas de segurança para os profissionais e para os utentes.

Os serviços da administração pública também começam a abrir ao público durante o mês de maio, até para pôr termo à suspensão de prazos procedimentais e processuais.

Mais de 50 empresas com despedimentos coletivos entre 01 e 13 de abril

O número de processos de despedimento coletivo iniciados nos primeiros 13 dias de abril atingiu os 53, correspondendo a 491 trabalhadores a despedir, segundo dados publicados hoje pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho.

O número de empresas que iniciaram processos de despedimento coletivo nos primeiros 13 dias de abril é quase o mesmo do que o registado em todo o mês de março (57), mostram os dados do gabinete do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

O número de trabalhadores afetados nas primeiras semanas de abril (491) está ainda longe do verificado no total de março, quando foram abrangidos 786 trabalhadores.

O número de microempresas que recorreram ao despedimento coletivo entre 01 e 13 de abril ascendeu a 28, quando em março foi de 23.

Os dados relativos tanto a março como abril são superiores aos referentes a fevereiro, quando foram abertos 36 processos de despedimento coletivo e abrangidos 628 trabalhadores.

Em janeiro registaram-se 27 processos e foram despedidos 347 trabalhadores.

Desde o início do ano, o número total de empresas com despedimentos coletivos foi assim de 173 e o de trabalhadores totalizou 2.252.

As empresas que aderirem ao ‘lay-off’ simplificado, medida prevista no âmbito da crise causada pela covid-19, não podem recorrer ao despedimento coletivo.

Os dados mostram que na terça-feira 69.114 empresas pediram para aderir ao ‘lay-off’ simplificado, correspondente a um universo de 939 mil trabalhadores. Porém, o GEP não diz quantos destes trabalhadores estão efetivamente abrangidos.

O GEP publicou hoje na sua página eletrónica vários indicadores de acompanhamento das medidas aprovadas pelo Governo para responder à crise relacionada com a pandemia do novo coronavírus.